Steve Jobs? Sou fã.

13
DEZ
2012

Descobertas

Steve Jobs

Quote Steve Jobs Steve Jobs? Sou fã.

linha6 Steve Jobs? Sou fã.

Vou começar a escrever meu livro. Pode ser que eu não chegue ao final, pode ser que ninguém queira publicar, pode ser que ninguém queira ler (além de você, Mãe, claro), pode ser tanta coisa, mas eu sinto que é hora de começar. Meu futuro merece esta tentativa.

Coleciono frases do Steve Jobs e gosto de reler algumas delas sempre que duvido da minha própria capacidade de realizar as coisas. Acredito na força das palavras deste cara, simplesmente porque eu e todo mundo somos testemunhas de que ele fazia o que pregava e foi, realmente, brilhante.

Todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez, o discurso dele na formatura de uma turma de Standford, em 2005. Eu sempre acho que vale ouvir mais uma vez. Então, deixo o link aqui pra vocês.

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Família Valias

10
DEZ
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Aniversário Naná1

No último sábado, fui até Minas para a festa de aniversário de 95 anos da Naná, a última irmã viva do meu avô e a representante mais antiga da família Valias. Ela nunca se casou, nem teve filhos, então viveu apenas para os sobrinhos e estava cercada por uma centena deles quando assoprou as velinhas.

Não dá pra falar da Naná sem citar a Todi, sua irmã e companheira da vida toda, que faleceu há alguns anos (saudades). Todi também não tinha filhos, mas a casa das duas vivia cheia de crianças, o ano inteiro. Elas são tão presentes nas minhas lembranças da infância quanto à Dona Benta e a Tia Anastácia, só que mais gostosas. A Todi era quem armava o circo, organizava festas e lanchinhos, recebia os convidados e batia longos papos com a gente, mas era a Naná que estava por trás disso tudo, colocando a mão na massa, fazendo quitutes inesquecíveis como as chupetinhas de açúcar, os quadradinhos de doce de leite com marolo e a melhor torta de maçã do universo. A Naná estava nos bastidores e parecia não se importar com os louros que a Todi recebia em seu lugar, ao contrário, devia se divertir muito, porque estava sempre sorrindo. Nunca vi nenhuma das duas brava ou impaciente, eram dois amores, dois encantos que aprendemos a amar desde muito cedo.

Foi na casa delas que comi fondue pela primeira vez, aos 8 ou 9 anos; a Todi viajava muito e trouxe umas panelinhas de fondue da França – foi um evento só para as crianças, achei tudo muito chique e está guardado pra sempre. Também foi na casa delas que experimentei bebida alcoólica pela primeira vez e eu não tinha nem 10 anos de idade! Elas chamavam a gente baixinho, como se fôssemos fazer algo errado e ofereciam uma taça (bem pequena) de licor de chocolate ou de menta ou uma combinação deliciosa de martini bianco e rosé – elas se divertiam tanto com nossas carinhas de satisfação, nos olhavam como cúmplices. Deliciosas. A “dupla imbatível” foi desfeita, mas é muito bom ainda ter a Naná, que continua a sorrir, com o ar sereno de sempre – um vínculo vivo com meus primeiros anos, com minhas férias mais gostosas.

A festa do sábado foi um dia pra lembrar isso tudo e pra rever primos queridos, muitos dos quais não encontrava há anos! Foi um dia reservado pra celebrar a vida da Naná – “o elo que nos une”, como bem colocou sua primeira sobrinha, a tia Leila – e agradecer por sua presença doce em nossas vidas, mas foi também ocasião pra sentir que laços fortes são os feitos pelo sangue – vivemos distantes, convivemos pouco, mas nos gostamos, nos queremos bem. Somos parte de uma única família, viemos todos do mesmo encontro, o dos meus bisavós, há mais de 100 anos. Nada muda isso. Que bom.

Feliz aniversário, Naná, querida!

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Aniversário Naná2 Família Valias

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Aniversário Naná3 Família Valias

Amando inventar estórias…

07
DEZ
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Ciranda

Semana que vem acaba o curso de Escrita Criativa que eu vinha fazendo desde março, na Casa do Saber, e já sinto saudades. Foi um ano de grandes descobertas e uma das mais gostosas foi conhecer o poder que uma caneta e um papel (ou um teclado de computador) dão à imaginação. A Literatura aceita tudo, das estórias mais loucas às mais verossímeis, absolutamente tudo é possível. Também descobri que inventar é muito, muito difícil; aliás, pra mim, é bem mais difícil do que escrever. Tenho exercitado bastante, notei melhora nos últimos textos propostos no curso, mas ainda falta um bocado pra aprender, sempre haverá.

O texto abaixo é a última lição do curso, enviado hoje à professora e resolvi deixar aqui, pra quem tiver paciência de ler. Ótimo final de semana!

linha1 Amando inventar estórias...

Ciranda, Cirandinha

Os dois meninos estavam animados com o fim de semana que os aguardava. Finalmente o padrinho de Samuel tinha decidido cumprir a promessa feita há quase três anos, ocasião em que enviou um cartão felicitando o sobrinho pelo aniversário e prometendo mandar buscá-lo, qualquer dia desses, para passar uns dias no Haras Querência, uma linda e extensa propriedade que herdara do pai e que administrava com destreza e paixão. O Padrinho Ernani era um homem reservado, morava solitário no haras desde a morte precoce da mulher. Tinha o rosto fechado e raramente fazia ou recebia visitas, exceção feita aos compradores dos premiados Mangalaras que criava, a quem atendia com polida arrogância. Recebeu com estranheza e alguma suspeita o convite da sobrinha para batizar seu primeiro filho e não encontrando uma maneira razoável de declinar do convite, apadrinhou o menino. Não se viram mais do que três ou quatro vezes desde então, mas, por educação, procurava manifestar lembrança em datas especiais e até sentia alguma culpa por sua ausência: o afilhado, afinal, era vítima da péssima escolha da mãe.

Quando um fazendeiro rico, produtor de laranjas da região de Jau, leiloou um de seus cavalos na feira agropecuária regional, ocorreu ao Padrinho Ernani aproveitar a viagem do caminhão que faria o frete do animal leiloado para, no caminho de volta, trazer o sobrinho que morava na cidade vizinha, a pequena Itirapina, para uma breve visita. Não via graça naquilo, não sentia vontade de ver o menino, mas entendia como uma pendência protocolar que precisava cumprir.

Samuel não conseguia dormir. Estava ansioso e animado com a possibilidade de conhecer o haras do padrinho, sempre descrito com tanto entusiasmo pela mãe. Era fascinado pela força e beleza dos cavalos, apesar de nunca ter montado em nada além dos pangarés judiados da praça central de Águas de Lindóia, onde tinha passado umas férias na casa de parentes, tempos atrás. O fato de ter que ficar um final de semana inteiro sozinho com o Padrinho Ernani, também lhe tirava o sono, tinha um pouco de medo dele. E se o obrigasse a montar um cavalo bravo? E se não o deixasse montar em cavalo nenhum? E se  tivesse bife de fígado no almoço? A mãe tinha sido categórica ao afirmar que precisava aceitar de bom grado tudo que lhe fosse oferecido, mas sem esganação, e que não pedisse nada além do ofertado – “deixe uma boa impressão, faça o favor, é a nossa chance”. Olhou para o amigo que dormia sossegadamente nos pés de sua cama e ficou feliz pelo Padrinho Ernani ter lhe sugerido que levasse uma companhia; sem pestanejar convidou o Charles, melhor amigo da escola, a quem chamava de Tainha. Talvez o padrinho fosse um homem bom, afinal.

Os meninos foram recebidos ao pé da escada que dava acesso à sede pela atarracada Carmem Lúcia, moça sorridente e quituteira de mão cheia que logo os deixou à vontade, mostrando o imenso quarto em que passariam as próximas duas noites. Correram para a janela envidraçada que dava vista para os pastos em busca dos cavalos, mas eles não estavam lá. Quem vinha caminhando com chapéu na cabeça e porrete na mão era o Padrinho Ernani e Samuel sentiu um desconforto no estômago quando ele os avistou na janela e sacudiu os braços chamando-os para baixo. Desejou ser descabeçado como Tainha, que pôs-se logo a correr em direção à porta, sem qualquer receio em encarar aquele homem carrancudo e de grandes dimensões.

Sua benção, padrinho. Como foram de viagem? Muito bem, obrigada. Minha mãe man… Querem ver os cavalos? Tamo aqui pra isso, né Samuel? Queremos sim, Padrinho, por favor.

Caminharam em silêncio os 200 metros que separavam a sede do primeiro lote de baias, até que o padrinho começou a soltar um assobio longo, agudo e um milagre aconteceu: um sem número de cabeçorras começou a surgir das portinholas que se enfileiravam ao longo de uma comprida construção com paredes cor de ferrugem, como os cabelos de Samuel. Algumas sacudiam para cima e para baixo, outras apenas olhavam na direção do assobio. Os garotos estavam mudos e imóveis, até que o homem cutucou suas canelas com o porrete, fazendo com que se aproximassem. Eram cavalos muito grandes e enormes e fortes e bonitos.

Pode por a mão? Sim, pode, mas nem todos vão deixar.

Visitaram baia por baia e admiraram os animais como piratas que encontram um tesouro. Ao lado de cada portinhola tinha uma pequena placa de madeira presa à parede com cantoneiras cor de cobre que trazia um nome e uma data. Platão, Sócrates, Aristóteles, Confúcio, Comte, Rousseau, Lutero, Montaigne, Nietzsche, Santo Agostinho.

Santo Agostinho?! Fico com pena do santo ou do cavalo?

O comentário do Tainha fez o padrinho soltar uma demorada gargalhada sacudindo a barriga proeminente, e explicou logo que era hábito herdado de seu pai elaborar, a cada ano, uma lista de nomes de um mesmo grupo de coisas ou pessoas para batizar os cavalos, o que facilitava a identificação da idade dos animais, além de ser divertido. O ano de 1972 tinha sido a vez dos Grandes Pensadores.

Aquelas baias rosadas no pasto ali de cima são dos cavalos nascidos no ano passado, cada um deles leva o nome de uma constelação. Aqueles outros, mais à esquerda, receberam nomes de pintores da Renascença e os cavalos das baias brancas, nascidos em 1974, são os faraós. Escolher uma boa lista é um trabalho que exige conhecimento, criatividade e algum refinamento. O senhor quer que eu prepare uma lista com uns palavrões bem cabeludos pra usar no ano que vem? Tainha! Ah, Samuel, eu bem que queria ter um cavalo chamado Puta Que Pariu, ia ser legal pra caralho! Cala boca, Tainha! Corre, Puta Que Pariu, corre! Depois de recobrar o fôlego roubado por outra gargalhada, o Padrinho Ernani perguntou: vocês querem montar? Tenho alguns cavalos bem mansos que uso na lida da fazenda. Tamo aqui pra isso, né Samuel?

O destrambelhado do Tainha azeitou bem o fim de semana, divertiu o padrinho, aliviou as tensões, falou um monte de bobagens, quase levou um coice e se lambuzou de aboborada, ambrosia, cidra, batata doce, aletria, doce de marolo, de marmelo e bolo de fubá com erva doce. Carmem Lúcia insistia pra Samuel também experimentar de tudo, dizia que precisava “encher suas roupas”, mas o menino continha a esganação, invejando o amigo descompromissado. A ignorância acaba nos protegendo de vez em quando e como o Tainha não fazia ideia de quem era o Padrinho Ernani, se dirigia a ele da mesma forma que ao Seu Pereira, dono da padaria. Eram apenas dois velhos barrigudos que sorriam pouco. Já para Samuel, o padrinho era uma figura quase mítica, a tábua da salvação, segundo a mãe.

Na noite que antecedeu a partida, Samuel estava, novamente, insone. Sentou-se na beirada da cama, acendeu o abajur e começou a balançar os pés que, apesar dos 10 anos de idade recém-completados, ainda não alcançavam o chão. Ficou repassando os últimos dois dias nos pensamentos, tentando decifrar se tinha conseguido causar uma boa impressão no padrinho e como responderia à sabatina da mãe. Concluiu, agoniado, que tinha poucas qualidades e, certamente, não teria conquistado apreço suficiente do homem. Ocorreu-lhe, então, que se fizesse uma boa lista de nomes, nomes refinados, para os cavalos, conseguiria garantir a admiração do padrinho. Virou a noite acordado, queimando os miolos, mas um garoto do quarto ano ainda não conhece muitas coisas. Então, quando o dia já dava de clarear, o cansaço lhe soprou uma ideia.

Samuel e Tainha foram embora junto com dois potros robustos na carroceria do pequeno caminhão. O Padrinho Ernani abanou a mão da varanda em despedida, sem saber se sentia mais pelos potros ou pelos meninos. Voltou-se para dentro da sede e decidiu conferir a correspondência. Sobre a imponente mesa de jacarandá do escritório, encontrou um envelope em que se lia  “Padrinho Ernani”, tornando óbvio o remetente. O bilhete que continha não trazia nada além de uma lista comprida:

Pião

Estilingue

Rolemã

Pipa

Jo Ken Po

Passa-Anel

Corre-Cotia

Barra-Manteiga

Cabo-de-Guerra

Gato-Mia

Pula-Sela

Elefantinho Colorido

E se nascerem fêmeas:

Cinco Marias

Amarelinha

Queimada

Cabra-cega

Batata Quente

Bolinha de Gude

Bandeirinha

e Mãe da Rua.

linha2 Amando inventar estórias...

Quarentonas no Rio…

04
DEZ
2012

Inspirações

Quarentonas no Rio

Cumplicidade é condição básica para a amizade feminina, pelo menos para as verdadeiras. Não no sentido de acobertar pequenos (ou grandes) delitos, mas cumplicidade no sentido de identificação, de solidariedade, de “estamos no mesmo barco”. Tenho sentido a cumplicidade cada vez mais presente nas minhas amizades, principalmente naquilo que se relaciona às perdas e ganhos desta fase da vida. Os papos são cada vez mais intensos e maduros, apesar da intimidade e do vínculo adolescente sempre invocarem o besteirol… que delícia!

Conheço um grupo de seis amigas que observo de longe, pois sou próxima apenas de uma delas, a Silvia, que, aliás, é autora da frase acima. Elas se conhecem há mais ou menos 25 anos e estão todas na faixa dos 40-42. São muito unidas e se adoram, apesar de terem temperamentos e ritmos de vida muito diferentes. Há poucos anos, batizaram o grupo de “coesas” e, na brincadeira, criaram até um regulamento interno. Dá pra imaginar a farra!

Em julho deste ano, programaram um final de semana muito especial no Rio, pra comemorar a chegada dos quarenta e também a amizade tão duradoura. A programação incluiu Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Confeitaria Colombo, almoço no Aprazível, Rio Scenarium, praia do Leblon… enfim, um monte de lugares lindos, mas que não passaram de coadjuvantes do grande propósito do fds: curtir as amigas. Qualquer lugar seria o paraíso e o Rio, claro, fez bonito.

Adorei a ideia das meninas e quis dividir por aqui, quem sabe inspira outras amizades gostosas como esta a celebrar da mesma forma?! Eu já estou mexendo meus pauzinhos…

linha Quarentonas no Rio...

Fotos gentilmente cedidas

pelas Coesas…

Quarentonas no Rio11 Quarentonas no Rio...

Quarentonas no Rio2 Quarentonas no Rio...

Moqueca de Camarão

15
NOV
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Moqueca de Camarao1

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que está nos meus planos aprender a cozinhar. Na verdade, desde que acabou a reforma na minha cozinha, tenho feito umas excursões por lá. A cobaia é sempre meu marido, mas ele não costuma ser muito rigoroso em suas avaliações, já tirei nota 8,5 num medalhão de filet (!) e recebi um 6 num macarrão em camadas, mas o 6 foi só porque ele deve me amar muito, não valia mais do que 2,5… ficou péssimo!

Semana passada, me programei pra tentar uma moqueca de camarão no domingo e deixei todos os ingredientes comprados. A receita original era com peixe e eu cheguei a faze-la há umas três semanas (tirei nota 8), mas como sou beeeem metida, achei que já podia mudar a receita… queria tentar com camarão.

Domingo de manhã, maridão convidou um casal de amigos pra almoçar também, ele disse pra eu não me preocupar porque nosso amigo sabia cozinhar e podia me dar um help, se necessário. Logo depois, na insanidade, convidei um casal de primos pra vir também e, por último, minha filha que tinha dormido fora, ligou dizendo que tinha convidado a tia-avó pro almoço. Pronto, éramos 7 adultos e minha experiência amadora tinha virado banquete!

Foi um domingo delicioso! Musiquinha e prosecco gelado pra relaxar, muitas assistentes pra picar cebolas, tomates e pimentões e a habilidade culinária do amigo, que foi mesmo necessária! Na verdade, o camarão ficou gostosinho, mas soltou muita água (lição aprendida) e deixou o molho da moqueca muito ralo (como bem colocou meu primo, PV, o prato estava mais pra “camarão in brodo” do que pra moqueca!), então o superamigo tirou metade do caldo e transformou num saboroso pirão! É assim… vivendo, tentando e aprendendo sempre!

Na busca constante por novos mundos e aprendizados, a bússula apontou para a cozinha! É muito pouco provável que eu me transforme numa grande chef, falta-me muito traquejo pra isso, mas pode ser que eu domine uma ou outra receita, talvez eu ouça alguém dizer que minha moqueca de camarão é a melhor do mundo, mas não deve passar disso. O importante é o quanto eu me divirto e o quantidade de amor que eu uso no tempero!

linha3 Moqueca de Camarão

Registros…

Moqueca de Camarao4 Moqueca de Camarão

linha4 Moqueca de Camarão

Comprei o livro “Panelinha”, da chef Rita Lobo e um outro do Jamie Oliver, mas tenho aproveitado bem mais o primeiro – as receitas são detalhadas, ilustradas e estão mais de acordo com nosso gosto pra comida. Recomendo!

Ah, as fotos foram tiradas pela minha querida amiga e fotógrafa Cris Lemos (thanks!) e ela usou meu novo brinquedinho: uma câmera Canon 7D (ma-ra-vi-lho-sa!) que eu comprei pra caprichar nas fotos aqui do blog – vocês merecem!

Ah (outra vez), minha amiga Ana Luiza, me trouxe da Itália, onde mora, um Moleskine Passions exclusivo para anotar minhas receitas preferidas – pergunta se eu gostei?! Grazie de novo, Ana!

Ótimo feriado!

Crise dos 40?

13
nov
2012

Inspirações

Quarentões

Passado o susto desagradável com o hacker que resolveu passear no Melhor aos Quarenta, volto a escrever cheia de vontade! É bom estar aqui, me sinto em casa com vocês. Não os ouço, mas pra mim funciona como um bom bate-papo, gosto até de tomar um cafezinho fresco enquanto escrevo!

Há umas três semanas, uma amiga me ligou dizendo que o programa da Fátima Bernardes daquele dia, traria uma matéria sobre a crise dos 40; agradeci a dica e coloquei o programa pra gravar, pois não conseguiria assistir ao vivo. Muito bem, consegui assistir apenas hoje e me surpreendi ao descobrir que se tratava da crise dos 40 para os homens, fiquei bem curiosa e gostei do que vi e ouvi. Os quarentões convidados eram Márcio Garcia (42) e Marcelo Faria (40) e a considerar pela opinião deles e de vários outros anônimos abordados nas ruas do Rio de Janeiro, os homens têm bem menos grilos (essa é pra declarar a idade!) com a chegada dos “enta” do que a gente. As preocupações deles giram em torno das realizações profissionais e afetivas e da saúde (nada sobre rugas). De acordo com Márcio Garcia, a crise dos 40 está fora de moda (concordo!), “se for pra ter crise, que seja aos cinqüenta; tirando o joelho, a gente só muda pra melhor!”. Um homem abordado na rua disse sabiamente que “só não envelhece quem morre cedo” – o que você prefere?!

Monica Portela, especialista em Psicologia do Desenvolvimento, da UFRJ, e pesquisadora sobre as mudanças de comportamento de acordo com a idade, estava na platéia e fez algumas colocações muito interessantes, que valem igualmente para homens e mulheres. Ela explicou que, estatisticamente, os quarenta anos são a metade da vida, então é comum as pessoas se angustiarem pela constatação de que “se não for agora, não será nunca” e é isso que costuma gerar uma crise existencial. Em tese, as pessoas têm a opção de encarar os 40 como o início do fim ou o momento de um grande, rico e delicioso recomeço. (Fico com segunda, claro).

Na primeira metade da vida, o mais comum é cumprirmos com as metas sociais: faculdade, profissão, casamento e filhos. Nos sentimos realizados com estas conquistas, pois é isto mesmo que buscamos, mas depois de tudo conquistado pode surgir certa inquietação – e agora, é só isso? É nesse momento que a vida nos pede mais significado, é a hora que nos sobra tempo pra ouvir o que a gente quer – um sonho antigo que ficou guardado, uma obra inacabada, às vezes um olhar pra fora do nosso confortável mundinho e o descobrir-se na generosidade e ajuda ao próximo. É simplesmente querer fazer algo a mais, algo que ninguém nos pediu, mas que a consciência insiste em sussurrar.

“Não tenho medo de mudanças,

meu medo é que as coisas nunca mudem.”

Esses dias li esta frase, mas não me lembro onde e nem quem falou, só sei que adorei. Querer mudar (ou complementar) não significa que não tenhamos feito as escolhas certas até agora, mas que precisamos de coisas novas – novas demandas de um ser em constante evolução.

(Quer uma sugestão? Se tiver algo te cutucando, ouça, reflita… talvez seja a hora de fazer alguma coisa).

maisquarenta

CoraCoralina

Velha que não envelhece

“Se você não experimentar, não vai saber se gosta...

Quarentonas no Rio

Quarentonas no Rio…

Cumplicidade é condição básica para a amizade femin...

Leitura a janela

Obrigada!

Caro Fernando Pessoa, Estamos separados por 100 anos d...