Todos os Dias

17
MAI
2013

Inspirações

Mãe

Domingo passado foi dia das mães. Ontem, também. Hoje é de novo e amanhã será outra vez. Por isso não tomem este post por atrasado, domingo foi apenas o dia do comércio comemorar. Nada contra, acho bacana tirarmos um dia pra oficializar carinhos, cartinhas e declarações de amor – até café na cama eu ganhei! Uma delícia mesmo. Mas vocês já sabem onde quero chegar. Um dia mãe, pra sempre mãe, todos os dias, se Deus quiser.

Amar nossa mãe é a primeira coisa que a gente aprende na vida, depois vem todo o resto. A gente nasce amando e confiando nesse ser, cresce olhando pra ela, seguindo seus passos e comandos, admirando, copiando, precisando. Até as más mães são amadas. Elas são nosso baú de tesouros.

Daí, um certo dia, ela coloca esse baú pesado no nosso colo e diz: vai com Deus, estarei sempre aqui. É hora de sair de perto, o porto seguro vai ficando pra trás e a gente torce pra ele estar ali quando quisermos voltar, nem que seja pra um abraço rápido. Somos grandes agora e é uma questão de tempo até que a gente mesmo se transforme no porto seguro de alguém. E quando isso acontece, quando a gente se vê com um serzinho no colo… que medo, que coisa boa, que amor incrivelmente grande e poderoso é esse! Então, a gente descobre como é que nossa mãe nos amou e entende porque ela sempre esteve por perto e compreende todas as preocupações e chatices e se dá conta que ela também deve ter tido muito medo e muito trabalho e noites em claro e amor sem fim. Então, além de amor, a gente sente gratidão.

Mãe, querida, eu existo a partir de você, sou uma extensão sua com vontade própria. Serei sempre um pouco você e isso é bom. Obrigada pra sempre, te amo por tudo.

Filha e filho, meus amores, meus baús de tesouros, pode faltar tudo na vida, mas amor de mãe, nunca. Meu coração é fonte que não se esgota.

Mães do mundo todo, mães aqui do blog, parabéns por todos os dias! Ser mulher é uma benção de Deus, tenho certeza que somos as preferidas Dele.

Que dia!

06
MAI
2013

Inspirações

Humor

Quão resistente é seu bom humor? Hoje, o meu foi testado ao extremo:

Chega a segunda-feira.

Despertador toca às 6h da manhã. Precisava acordar bem cedo, antes das crianças, pra conseguir preparar um post pro Eventos em Série, meu outro blog, que andou abandonado na última semana.

Meu filho, de 5 anos, acorda às 6h30, bem antes do horário normal. Putz, não estava nos planos.

Antes das 7h, meu filho faz uma birra gigante (nível 3). Motivo: queria almoçar no Mc Donald’s.

Minha funcionária (aquela que faz minha casa girar) liga dizendo que amanheceu ruim e não poderá trabalhar. O que me obriga a acordar minha filha, de 9 anos, mais cedo pra ir comigo levar o irmão numa de suas atividades extra-escolares, já que não pode ficar sozinha em casa.

Deixo o filho na atividade e vou com a filha fazer hora numa loja de artigos pra festa, ela quer um spray de pintar o cabelo.

Saio da loja com um spray roxo e tempo suficiente pra buscar o filho na atividade, mas fecham o único acesso ao meu bairro e tenho que fazer retorno na cidade vizinha.

Pego o filho com algum atraso. Resmungos.

Faço um ovo frito e esquento sobras do fim de semana. Resmungos mil.

Arrumo lancheiras, ajudo a colocar uniformes, amarrar cadarço, escovar os dentes, pentear os cabelos (colocar o spray roxo no cabelo da filha), organizar mochilas. Tenso.

Ao chegar na escola, a professora está um pouco atrasada e o filho faz uma birra mega (nível 4) porque não quer ficar com a monitora. Eu espero, apesar de ter compromisso em seguida. Pois é, não devia, mas esperei.

Saio da escola e piso num cocô de cachorro. Fedido. Palavrão(ões).

Depois de limpar a sola do tênis com um gravetinho e uma poça d’água, entrei no carro, respirei bem fundo e comecei a rir sozinha. Minha manhã foi além da conta, tão bagunçada que acabou ficando engraçada, um pastelão! Tinha a tarde inteira pela frente e o bom humor persistiu. O que ainda poderia acontecer? Respondo: uma reunião importante cancelada, queimei a língua tomando café, cheguei atrasada na academia, fiz minha série malemá e acabei machucando o glúteo direito no exercício de agachamento. Saí atrasada pra pegar as crianças na escola, trânsito bombando, custou um bocado até uma alma generosa me dar passagem pra eu conseguir tirar meu carro do estacionamento. Minha funcionária ligou dizendo que terá que ficar uma semana de repouso.

Daí vem a sábia e serena voz do marido: “nossa, Rê, que dia! Mas o importante é que estamos todos bem e com saúde”.

É… esta é a mais pura verdade. Obrigada, Senhor, por mais um dia!

Boa noite pra vocês!

linha Que dia!

PS: mas do cocô de cachorro não precisava, né?!

Papo com que entende!

23
ABR
2013

Sabe da Última?

MarjorieMelo

Apesar do MAQ não ser um blog específico de beleza, não temos falado noutra coisa por aqui, nos últimos dias, não é? Hoje não vai ser diferente…

Acho que todas concordamos que, com o passar dos anos, nossa beleza mais bonita vai brotando de dentro pra fora, ela está nas atitudes, na gentileza, no amor pela vida e pelos outros, na auto-estima, no bom papo, no brilho nos olhos, no equilíbrio e em todas as outras delícias com as quais a maturidade nos presenteia. Como bem colocou a Carla Bruni em entrevista à revista Veja: “Depois dos 35 o que ilumina a pele é se ela é amada ou não, se ela ama ou não, se ela é educada ou não, se ela sabe falar ou não. Depois dos 35 anos, a beleza vem do caráter. Do jeito como os problemas são enfrentados, da alegria de acordar e da leveza ao dormir (…). Depois dos 35 anos, só a felicidade rejuvenesce.” 

Isso não quer dizer que a gente deva largar a mão da superfície, não é? Fazer o que estiver ao nosso alcance (sem exageros e sem gastar todas nossas economias) para garantirmos nosso bem-estar, mantermos a saúde da pele e do corpo e nos sentirmos bonitas até o último dia. Cuidamos de tantas coisas e de tantas pessoas o tempo inteiro – cuidar é o verbo mais conjugado na minha vida! – por que seria diferente com a gente mesmo?!

Muito bem, fui atrás de uma bate-papo (ainda que virtual!) com uma dermatologista, mas queria alguém que, além de ser reconhecidamente boa no que faz, estivesse próxima dos 40 e sensibilizada, como nós, com a fase que atravessamos, então me lembrei da Marjorie, contemporânea do colégio, cuja pele é seu melhor cartão de visitas! Enviei algumas perguntas para ela que deveriam servir como um roteiro para um bate-papo bem informal. Abaixo segue a transcrição das respostas da Dra. Marjorie Melo (a quem, desde já, agradeço muitíssimo pela colaboração com o blog e a disposição em dividir o que sabe!):

Nossa pele, aos 40

A pele é constituída por 3 camadas, a epiderme, derme e hipoderme. A derme é constituída por um tecido conjuntivo que contém fibras elásticas e colágenas que dão elasticidade e firmeza a pele. Com o envelhecimento, essas fibras alteram-se e começam a se degenerar, mudando seu aspecto, evidenciado pelas rugas. Aos 30 anos, a pele mostra os primeiros sinais de envelhecimento. Ocorre uma diminuição dos mecanismos de defesa da pele, o que deixa que os radicais livres atuem mais. A renovação celular se torna cerca de 20 vezes mais lenta, deixando a pele menos viçosa. As glândulas sebáceas alteram-se, produzindo menos sebo, o que termina por desidratar as células cutâneas e as células pigmentares provocam mudanças na cor da pele, fazendo surgir pintas e manchas. Aos 40 anos, a espessura da pele é menor ainda. A pele está mais desidratada , o tônus muscular já dá sinais de cansaço, gerando flacidez facial. Além das alterações fisiológicas da pele, existe o envelhecimento extrínseco. Aquele decorrente do efeito da radiação ultra-violeta do sol sobre a pele durante toda a vida. O sol é o principal responsável pelo envelhecimento cutâneo. A proteção solar deve ser iniciada na infância, responsabilidade dos pais.

Cuidados mínimos

O ideal é limpar, hidratar e proteger a pele do sol pela manhã. Nesse ritual diário, a limpeza tem o papel de remover as células mortas, maquiagem, excesso de gordura e sujeira, e com isso, facilitar a penetração dos princípios ativos dos cremes que virão na seqüência. O hidratante é importante porque quando a pele está desidratada, ela não funciona de forma adequada. Ao hidratá-la, ajudamos a recuperar a umidade da pele e manter sua função. É importante ressaltar, que a escolha dos produtos usados para a limpeza, vai depender do tipo de pele. Assim se a pele é normal ou seca, devemos optar por um sabonete neutro suave e tônico sem álcool, diferente da pele oleosa. O esfoliante deve ser usado em uma ou no máximo duas vezes por semana por todas as peles, em todas as idades. Para retardar o processo natural de envelhecimento, antes mesmo de recorrer tratamentos estéticos e cirurgias, o melhor a fazer é associar o bem-estar físico ao bem-estar mental, isto é, ter uma boa alimentação, fazer dieta, fazer atividade física, não fumar, ingerir muita água e sempre que possível relaxar. Nunca é tarde para começar!!!

Botox e outros tratamentos…

Aos 40 anos, já é possível investir em alguns tratamentos estéticos como aparelhos a laser para estimular colágeno (entre eles a radiofreqüência e o laser infra-vermelho), a luz pulsada para clareamento da pele e fechamento dos poros e os peelings. O preenchimento e a toxina botulínica em muitos casos já tem boa indicação também. Aos 40 anos, a mulher já começa a apresentar rugas finas ao redor dos olhos e na testa. O objetivo da toxina botulínica é deixar o rosto mais natural, sem prejudicar sua expressividade, reduzir os movimentos faciais e não eliminá-los. O preenchimento a base de ácido hialurônico é indicado para a reposição de volume, principalmente na região do sulco nasogeniano. O ácido hialurônico é uma substância produzida naturalmente pelo organismo e que está presente na pele. Sua função é reter água, conferindo hidratação e volume.

Eu sou super a favor de Botox, preenchimento e tratamentos a laser para estímulo de colágeno e clareamento da pele, desde que com uma boa indicação para dar um ar descansado e não exagerado ao rosto. Hoje existe no mercado várias marcas de aparelhos, é difícil dizer qual é bom, qual não é, cada médico tem a sua experiência com determinado aparelho. Como eu disse, a radiofrequência e o laser infravermelho para estímulo de colágeno, são tecnologias com vários estudos científicos e que dão resultado. Infelizmente, esses aparelhos ainda são muito caros, tanto para o médico como para o paciente, o que resulta num procedimento caro. É importante explicar muito bem para o paciente o que esperar de resultado, não é uma cirurgia plástica, o resultado é sutil, uma maior firmeza a pele. Por isso, é interessante fazer em mulheres mais jovens, ao redor dos 30-40 anos, quando o grau de flacidez é menor e podemos observar um melhor resultado.

O ritual da doutora

Na minha rotina diária da pele eu associo produtos manipulados, que adoro, e, industrializados. Pela manhã um sabonete, uma loção adstringente, a vitamina C e o creme dos olhos, antes do protetor. À noite eu alterno a aplicação de ácidos e cremes com princípios ativos clareadores e hidratantes.

linha5 Papo com que entende!

E é isso, minhas queridas. Nada de exageros, nada de escravidão. Levanto a bandeira da naturalidade, da saúde e do cuidado amoroso com nosso ser – corpo, mente, intelecto e espírito.

Marjorie Melo é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e está inscrita sob o CRM 94733.

Entre os Andes e os Vinhos…

30
ABR
2013

Pequenos Grandes Prazeres

Mendoza4

Passei quatro dias em Mendoza, na Argentina, acompanhando o maridão numa viagem a trabalho e voltei pensando em quanta coisa nova a gente é capaz de aprender em tão pouco tempo. A região é uma das principais produtoras de vinho da América Latina e concentra mais de 1200 vinícolas. Eu visitei apenas cinco, mas adorei todas elas. Além do processo de produção do vinho, apresentado in loco nos tours pelas vinícolas, e do básico em degustação de vinhos, explicado por uma linda-jovem-sommelier-de-longas-madeixas-louras que fez meu sangue ferver de ciúmes, aprendi mais um monte de coisas:

√ A azeitona no seu estado original, ou seja, colhida direto da oliveira, é hor-rí-vel! A coisa mais amarga que já experimentei na vida, parece aspirina!

A uva vira uva-passa na própria videira, é só esperar o tempo dela secar. Doce, doce, doce.

Meu diploma de espanhol já era. Falei um portunhol lascado!

Os argentinos fazem a melhor carne do mundo!

Se ganhar dinheiro na primeira noite de cassino, não volte na segunda…

A harmonização de vinhos e cardápio não é frescura. Faz toda diferença, mesmo.

Já sou capaz de viajar de avião sozinha sem suar muito as mãos.

A alpaca é uma liga metálica, com características semelhantes à prata, muito utilizada na Argentina. Existem peças lindas nas lojas de artesanato locais. (Também existe uma animal com este nome, semelhante à lhama, que vive nos Andes, mas desde eu não vi nenhum).

Queijo brie com uma crosta de açúcar queimado crocante + figo + rúcula = comer virando os olhos!

Viajar sem os filhos é ruim, mas é bom.

Quando o comércio local é uma bomba, você sempre pode contar com o Duty Free!

Saudade faz bem.

Devo ter aprendido várias outras coisas, mas foi dessas que me lembrei agora. Viajar é isso: um intensivão da vida. A gente sempre volta sabendo mais e cheio de histórias pra contar!

linha8 Entre os Andes e os Vinhos...

{Sessão de Fotos}

Mendoza31 Entre os Andes e os Vinhos...

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Mendoza21 Entre os Andes e os Vinhos...

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Mendoza11 Entre os Andes e os Vinhos...

(FOTOS: com exceção da foto da Bodega Melipal, as demais são minhas.)

Intensidade

24
ABR
2013

Inspirações

Intensidade

Na primeira noite que a minha primeira filha dormiu em casa, logo após voltarmos da maternidade, lembro de ter ido até o quarto dela e ficado, ainda um tanto incrédula, olhando pra beleza daquele serzinho delicioso, que agora era meu. Mas na mesma proporção que eu experimentava este amor novo e avassalador, exclusivo às mães recém-paridas, brotou um medo enorme dentro de mim. O medo de não poder protegê-la das coisas ruins desta vida, medo de faltar, medo da dor, medo da perda. Este amor e este medo permanecem dentro de mim, dividindo casas vizinhas. E ocuparam novos cômodos porque, quatro anos depois, também ganhei um rapazinho apaixonante.

Às vezes, quando estou no aconchego gostoso do abraço do meu marido (o melhor lugar do mundo pra mim), junto com o amor profundo que sinto por ele vem a certeza de que um dia aquilo vai acabar. Não o amor, mas a vida. Tudo tem mesmo um fim, sempre.

Vocês devem estar pensando: “nossa, como a Renata está deprê hoje, quanto pessimismo, quantos pensamentos ruins, como está negativa!”. Na verdade, sou o avesso disso. Eu sou de bem com a vida, acho sempre que tudo vai dar certo, acredito no bem dentro das pessoas (às vezes, até demais), qualquer manifestação de amor me emociona, encaro cada dia como uma página em branco cheia de possibilidades e agradeço a Deus por isso nas primeiras orações da manhã. Adoro a vida, amo viver.

Acontece que esta plena consciência da finitude que tanto me assombra, ao mesmo tempo me faz querer aproveitar cada instante com muita intensidade. Não gosto de desperdiçar meus dias com apatia, com mau humor, com picuinha, com preguiça, nem mesmo com livro ruim! Talvez seja também por isso que eu goste tanto de escrever e de fotografar. Ao escrever, revivo, crio uma prova real do que vivi. Ao fotografar cristalizo momentos bons, garanto o registro. Não deixo minhas lembranças sob a guarda frágil da memória.

linha6 Intensidade

“Seja quente ou seja frio, não seja morno que te vomito.”

(Apocalipse 3, 15-16)

linha7 Intensidade

Apesar de estar sempre em busca do equilíbrio e de acreditar que a virtude está no meio, esta passagem bíblica sempre falou muito ao meu coração. Não consigo me contentar com o morno. Nem no meu café com leite, nem na vida. Gosto da intensidade. Tem gente que associa intensidade à aventura, adrenalina, loucura. Pra mim, intensidade é estar presente, atenta, grata, amar o quanto eu puder, saborear os dias ao invés de apenas engoli-los.

Eu adoro final de semana, mas viver esperando por ele significa desperdiçar os outros cinco dias, mais ou menos 70% da nossa vida. Não dá, né?

Patinho feio?

20
ABR
2013

Inspirações

Cisne

Ontem, fui deitar feliz e bem surpresa com a repercussão do último post, recorde absoluto de curtidas (mais de 300!) e também de acessos no blog num único dia. O vídeo apresentado no post é realmente incrível, mas entendo que no momento que a pessoa aperta o botão do “curtir” ela está, mais do que curtindo, endossando, aprovando, concordando com a mensagem profunda sobre a qual o vídeo nos leva a refletir. Então, quando vi aquele número crescente de acessos, curtidas e compartilhamentos, pensei: estamos todas cansadas disso, chega de cobranças. Lei Áurea, por favor.

Coincidência ou não, ao me deitar, comecei a ler uma entrevista com a jornalista e escritora Marina Colasanti, publicada na edição deste mês da Vila Cultural, revista editada pela Livraria da Vila, e me deparei com o seguinte trecho de um de seus livros:

“Jamais hei de saber a imagem que os outros têm de mim. Eu me conheço dos espelhos, das fotografias, dos reflexos, quando meus olhos param para se olhar e a diferença de ângulos impede criar uma dimensão real. Não sei os movimentos do meu rosto. Nunca me vi pela primeira vez. Tenho, de mim mesma, uma ideia preconcebida que alia o espírito aos traços fisionômicos e ao desejo de uma outra beleza. Criei, assim, uma pessoa invisível, mais real, para mim, do que qualquer outra. Dessa pessoa eu gosto. E, talvez por saber-me sua única amiga, ela me enternece profundamente.”

Fiquei extremamente tocada pelo amor, pela amizade e o amparo que ela oferece a si mesma. Que forma interessante de enxergar-se: como a uma outra pessoa que você escolhe gostar, tratar bem, respeitar, acolher. Auto-generosidade, eu diria e adoraria que virasse moda. Uma das coisas mais difíceis que enfrentei na época que tive pânico, já relatado aqui no blog, e nos vários anos seguintes, foi o fato de não poder contar comigo. Eu não confiava em mim e por muito tempo não me olhei nos olhos. Aprendi, depois de longos anos de terapia, a ser mais tolerante e generosa em relação às minhas imperfeições e falhas. Ainda dou grandes vaciladas, continuo encontrando dificuldade pra me perdoar, mas já posso contar comigo – eu e eu nos abraçamos quando a coisa aperta, aprendemos a ficar a sós e a gostar desses momentos. Foi um esforço muito bonito de reconquista e me orgulho disso.

Além do trecho do livro, a entrevista com a escritora ainda trouxe outra pérola: questionada sobre a possível razão das pessoas se encantarem ou se surpreenderem tanto ao constatar que ela está “tão vital, tão bonita e tão elegante aos 70 e poucos anos”, ela responde:

“Setenta e cinco, não precisa ser discreto. Talvez porque ao envelhecer muita gente se afasta da vida, enquanto eu estou até mais encantada com ela do que estive na juventude. Estando mais próximo o momento de perdê-la, quero aproveitar cada minuto. Suponho que neste caso a beleza não seja estética, bonito é quem brilha de paixão pelo que faz“.

Sem mais, desejo ótimo final de semana de sol pra vocês!

maisquarenta

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