Geografia

28
JUN
2012

Inspirações

BR Tanquinho

Ontem foi o último dia do curso de Escrita Criativa que fiz na Casa do Saber, em São Paulo. Foram 16 encontros semanais que encheram meus últimos quatro meses de delícias! Definitivamente, vou me inscrever no módulo avançado, no segundo semestre. A Casa do Saber é um dos lugares que mais gosto de estar e qualquer dia desses vai render um post inteirinho aqui no blog. Recomendo, recomendo, recomendo. Os cursos são tantos e tão variados que você sempre vai encontrar um que te agrade.

O tema do encontro de ontem foi “erotismo” – que difícil! O assunto é delicado e escrever sobre ele é mais ainda – a linha que separa o sensual do vulgar, a insinuação do explícito é muito tênue. Rotineiramente, após a explicação do tema e da leitura de alguns textos de referência, a professora nos pede um exercício para ser feito em sala (em míseros 10 minutos!). O exercício de ontem foi assim: primeiro tínhamos que escrever num pedaço de papel uma ação cotidiana qualquer e que não tivesse nenhuma relação com sexo (tipo: assoar o nariz, soluçar, cortar as unhas…), depois os papeizinhos seriam trocados entre os alunos e, adivinha? Teríamos que escrever um texto transformando esta ação corriqueira em algo erótico. Ui!

No papelzinho que eu peguei estava escrito: “estudar para uma prova difícil” (suuuuuuper erótico!) e meu texto ficou assim:

linha4 Geografia

Mariana estava apaixonada. Não era exatamente a primeira vez que sentia as coisas que se sente quando se está apaixonada, mas era a primeira vez que a troca de olhares, os passeios de mãos dadas e os beijos demorados não satisfaziam suas vontades. Contava quase 16 anos e seu corpo pedia mais.

Numa tarde de muito calor, estudando para uma difícil prova de Geografia, a menina viu-se muitíssimo distraída sem saber como conseguiria decorar todas as capitais brasileiras se os seus pensamentos só queriam conhecer outras geografias. Foi então que teve uma ideia assanhada que lhe garantiria um “A” maiúsculo na prova do dia seguinte: olhou bem para o mapa do Brasil e avistou um belo tórax – ombros largos, cintura afinada, muitos relevos. Macapá era um pescoço macio e cheiroso, Fortaleza era o ombro esquerdo, com o símbolo de Canoa Quebrada tatuado na ponta; Salvador ficava na altura dos mamilos, Goiânia era um daqueles muitos gominhos bem desenhados na região central, o Rio de Janeiro ficava na altura do umbigo, Curitiba no cós da calça e Porto Alegre…, ah, Porto Alegre, que nome bem dado.

linha4 Geografia

Como a turma caiu na risada me deu vontade de colocar o texto aqui no blog – quem sabe vocês se divertem também! Mas, o propósito principal do post, mesmo, é lembrar que a gente precisa (e merece!) reservar um espaço na nossa vida maluca e multitarefa (mãe, mulher, profissional, dona de casa) pra nos dedicar, exclusivamente, àquilo que é só nosso, só pra gente, que enfeita nossa vida e nos ajuda a ser pessoas mais felizes e, portanto, melhores. Eu encontro isso escrevendo, escrevendo, escrevendo. Que bom que existe você pra ler, obrigada, de verdade!

ai, que preguiça!

25
JUN
2012

Inspirações

Panda

Quando a gente acha que já conheceu todas as pessoas que poderiam entrar para a lista das amigas mais queridas, surge alguém novo no caminho e lá se abre mais um lugarzinho bem especial pra essa pessoa na nossa vida. Foi assim com a minha amiga . Convivemos diariamente durante todo o ano passado, período em que trabalhamos juntas. Ela tem um astral ótimo, está bem pertinho dos quarenta (com tudo em cima!) e é muito divertida.

A Má tem mania de usar a expressão “ai, que preguiça!” para se referir a situações, pessoas ou conversas muito chatas, que preferiria evitar. O curioso é que de preguiçosa ela não tem nada! Depois de um ano ouvindo repetidamente esta expressão, acabei incorporando ao meu vocabulário – acho que ela tem um poder parecido com o dos palavrões, que acabam levando um pouco da raiva de dentro da gente, quando saem pela boca.

Uma das muitas coisas boas da maturidade é a gente se apropriar das nossas vontades. Parar de se preocupar tanto com a opinião dos outros, parar de querer ser igual, de ter o que todo mundo espera que a gente tenha pra se enquadrar no perfil dos bacanas. Acho que é a fase gloriosa da descoberta do ser, da busca pelo essencial, do vislumbre do tamanho da vida e do tamanhinho que somos nós. Nada contra os sonhos de consumo, os pequenos luxos, os objetos de desejo. Também tenho os meus, eu só não vejo sentido nos exageros, na devoção a tudo isso, na angústia vazia e permanente de quem só tem.

Então, a essa altura, vira e mexe tenho vontade dizer: ai, que preguiça de etiqueta pra fora da roupa, de falar da vida dos outros e de entender de vinho (prefiro beber); ai, que preguiça da ditadura da beleza, de lipoaspiração e do último grito da moda (precisa gritar?); ai, que preguiça de preconceito, de quem se acha melhor que os outros, de referir-se aos negros deslizando o dedo indicador sobre a pele (ah, tenha dó!); ai, que preguiça do trânsito de São Paulo, de ser parada na alfândega e de arranhar meu carro (coisa corriqueira); ai, que preguiça do jeitinho brasileiro, de gente mal educada, do Pânico e do Faustão; ai, que preguiça de fila, de lugar lotado, atendimento demorado, de gente ranzinza e mal humorada; ai, que preguiça de derramar leite no fogão, chutar o pé da cama e pisar em cocô de cachorro (pra estas coisas tá liberado um palavrão); ai , que preguiça de quem não trata com respeito e cortesia quem o serve, de quem fala com idoso como se falasse com criança, esquecendo toda sabedoria que traz consigo; ai, que preguiça de ironia, egoísmo, soberba, deboche, desrespeito e pessimismo; ai, que preguiça de gente que se incomoda com gargalhada alta e não ri de si mesmo, de quem não se deslumbra com nada e mantém o ar blasé mesmo diante do Cristo Redentor, da Torre Eiffel ou de um artista famoso; ai, que preguiça de quem trai a pessoa que ama, que faz sofrer a família e esquece que algumas feridas não secam nunca; ai, que preguiça de quem não assume a idade, não se abre para o novo e não respeita suas próprias vontades; ai, que preguiça de desperdiçar o tempo, de viver esperando a sexta-feira e não se dar conta de que a vida é feita muito mais de dias úteis do que de fins de semana; ai, que preguiça de quem brinca com a saúde, não alimenta o espírito e pensa que é eterno; ai, que preguiça de gente preguiçosa, de quem se acomoda e esquece de desfrutar a vida – cada santo dia.

FOTOS: Lintao Zhang (panda)

Izabela Laudares

21
JUN
2012

Quarentonas

IzabelaLaudares

A Izabela é uma daquelas pessoas a quem a gente se afeiçoa instantaneamente. Ela chama bastante atenção porque é alta e muito bonita, mas o que ela tem de mais encantador a gente só descobre depois de um bom bate-papo. Também pudera, ela é mineira de BH, a simpatia já vem junto com a genética! Nossos maridos trabalham na mesma empresa e nos conhecemos num destes eventos corporativos de fim de ano. Alguns anos depois, por uma coincidência deliciosa, nossos filhos passaram a estudar na mesma turma da escola e se adoram – são melhores amigos, uma amizade que eu curto muito, até porque o filho herdou toda a doçura da mãe! Não raro, quando me vê, vem correndo em minha direção todo entusiasmado: “tia Renata, tia Renata, posso ir na sua casa hoje?” – claro, meu querido, sempre que quiser!

Um pouquinho da simpatia da Izabela pra vocês…

pingpong 1 Izabela LaudaresPing Pong

  • Cor: roxo – adoro desde pequena
  • Comida: risoto. Amo!
  • Bebida: champanhe ou um bom espumante
  • Cheiro: dama da noite. Cheiro da minha infância, das brincadeiras no meio da rua.
  • Barulho: gargalhada de criança
  • Lugar: casa de vó. Cheiro, saudade, colinho, amor verdadeiro, carinho, cafuné, casa cheia, risadas…
  • Um dia: 02/08/2007. O dia que Nossa Senhora trouxe nos braços dela o meu filho, de volta para os meus…
  • Música: Como É Grande O Meu Amor Por Você. Para os meus filhos… Sempre.
  • Sonho realizado: o de ser mãe…
  • Palavra: amizade verdadeira
  • Virtude sua: honestidade
  • Pessoa elegante: Olívia Palermo. Classe, sofisticação, elegância e ousadia traduzem Olívia Palermo.
  • Saudade: meu avô materno. Tenho saudade até das broncas que ele dava quando fazíamos barulho na hora da novela… Qualquer novela, ele assistia todas!!

filo Izabela Laudares

Filosofando

  • Eu sou… uma “manteiga derretida”… choro à toa
  • É muito difícil… morar longe da minha família. Dos meus pais, meus irmãos, avó, tios, primos…
  • Um dia eu vou… voltar a trabalhar
  • Adoro… meus almoços quinzenais com as amigas
  • Detesto… falsidade
  • Perdôo… quase tudo, tenho coração muito mole
  • Não perdôo… traição

linha3 Izabela Laudares

Fazer 40 anos foi… delicioso. Veio naturalmente. Foi também muito comemorado. A principal comemoração foi uma viagem realizada com seis amigas (todas completando 40 anos no mesmo ano da viagem), para celebrarmos “os quarenta” e também 25 anos de amizade. Foi inesquecível!

pergunta Izabela Laudares

Perguntas descabidas

  • Quem gostaria de ser por 1 dia?
  • A professora dos meus filhos. As vezes elas vivenciam momentos únicos com eles.
  • Qual personagem histórico que mais admira?
  • Não é histórico, mas sim, uma alma maravilhosa, sinônimo extremo de bondade: Chico Xavier.
  • Qual foi o motivo da última gargalhada que você deu?
  • Uma piada contada pelo meu filho de cinco anos.
  • O que te fez chorar da última vez?
  • Uma mensagem de aniversário que estava postando no Facebook para uma grande amiga. Moramos em cidades diferentes, bateu uma saudade enorme…
  • Se pudesse escolher uma única lição para deixar aos seus filhos, qual seria?
  • Respeito. Respeito pelos outros, respeito pela vida, respeito pelas diferenças. Respeito.
  • O que você gostaria de mudar na sua vida?
  • Acho que, atualmente, minha localização geográfica, rsrsrs.
  • Qual o sentido da sua vida?
  • Estar presente sempre ao lado dos meus dois filhos.
  • Deus existe? Como Ele é pra você?
  • Sim. Deus é tudo na minha vida. É na fé em Deus que sempre me fortaleço.

 

“E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre”.Izabela21 Izabela Laudares

Chico Xavier

Putz, e agora?

19
JUN
2012

Inspirações

Casal

Tem um casal muito importante na minha vida que está sofrendo de amor, e isso é bom. Eles se separaram há alguns meses, depois de muitos anos de casamento, deixando todos nós – amigos e familiares – surpresos, órfãos, incrédulos e esperando uma breve reconciliação, mas nada aconteceu, não houve reação de nenhum dos lados. Então, conversando recentemente com ambos, em situações distintas, pude perceber que não estavam felizes sozinhos, de alguma forma ainda pertenciam um ao outro.

Sou muito romântica, sadismo não é a minha praia, mas este sofrimento que vejo nos dois me deixa feliz, me faz acreditar que tem sentimento vivo no meio disso tudo e onde tem sentimento, há de ter uma chance.

Perguntei, xeretei, cutuquei até onde eles permitiram… queria entender porque não tentavam de novo. Depois de um monte de respostas cheias de dúvidas e de um monte de silêncio também, entendi que eles sentem falta da pessoa pela qual se apaixonaram lá atrás e não daquela que se separaram há poucos meses. Putz, e agora?

Não sei. Eu acredito que cada casal descobre sua própria maneira de ser feliz. A minha é oferecer o que tenho de melhor em mim, sem preguiça, sem acomodação e sem esperar do outro o que eu já sei que ele não pode me dar – não por uma falha, mas porque não é da sua natureza – assim não dou espaço para as frustrações, mas abro pra um monte de surpresas boas. Soma-se a isso o diálogo aberto, muita conversa mesmo, sobre tudo, sempre, a toda hora. Nosso tática é: descomplicar.

Então, já que não tinham muito a perder, sugeri àquele casal querido que experimentassem fazer isso: conversar abertamente (sem máscaras e sem armaduras) sobre o que têm a oferecer um ao outro e no que estão dispostos a investir (ou a abrir mão) para se apaixonarem de novo. Se essa troca bastar para ambos, então pode dar certo. É muito difícil eles voltarem a ser aquele casal que se conheceu na faculdade, até porque aquelas pessoas não existem mais, mas é grande a chance de se tornarem um casal melhor, porque a gente amadurece com o sofrimento e o amor também, eu acredito nisso.

Gosto das metáforas, elas ilustram tão bem alguns pensamentos meus. Então falei pra eles assim: pensem que o amor de vocês é como um pobre coitado que apanhou muito, levou uma baita surra mesmo e está caído no chão, desfigurado, irreconhecível, mas ainda respira. Se vocês acudirem, há grandes chances dele ficar bom, vai levar algum tempo e dar muito trabalho, talvez fique com uma ou outra marca, mas pode ficar vivo e forte de novo (e mais esperto, claro!). Se não fizerem nada, ele vai acabar morrendo e, cá entre nós, uma morte bastante indigna pra um cara tão legal.

Putz, e agora?

Agora, vocês todos, por favor, torçam e rezem comigo, porque sou muito fã desse cara e quero ele vivo!

Sozinha no MASP

15
JUN
2012

Descobertas

Masp

De uns tempos pra cá, tenho visto crescer em mim uma curiosidade persistente, um apreço espontâneo, um interesse absolutamente novo e gratuito pela Arte. Coisa muito recente mesmo, uns 3 anos, acho. Não sei como e nem porque começou, mas isso pouco importa, o importante é que ganhei algo novo pelo qual me interessar e isso é bom. Enche minha cabeça de coisas bonitas e novas inspirações.

Como não entendo absolutamente nada do assunto, me sinto livre pra olhar e concluir sozinha, dentro da minha ignorância, se gosto ou não. Percebo que as obras que mais me encantam são as que mostram a capacidade criativa do autor. Mais do que técnica, é a criatividade que me deixa fascinada! Na pintura, aprecio e respeito as obras realistas em que as telas parecem fotos, mas não são minhas preferidas, não. Fico maravilhada mesmo com as pinceladas displicentes do Monet , por exemplo – como ele fazia aquilo?!

Outra coisa que me faz vibrar é ficar diante de um quadro original, principalmente os mais antigos – ter algo concreto, como um quadro, que me conecte a muitos séculos passados realmente me emociona! Pena as oportunidades serem tão poucas. Viajo bem menos do que gostaria, sempre com as crianças, então as visitas a museus nunca duram o tempo necessário, mas o tempo que eles se mantêm interessados. Por conta disso, há uns 2 meses, resolvi passar uma tarde sozinha no MASP. Um presente pra mim, um mimo que eu achei que merecia.

Em parte, já sabia o que iria encontrar porque tinha ido ao MASP no ano passado, junto com a turma de um curso rápido sobre arte que promovemos no Pátio. Então, investi minhas poucas horas nas obras que chamaram mais minha atenção na visita anterior. O acervo é muito rico! Tem Monet, Renoir, Van Gogh, Picasso, Cézanne e até Rafael (bem pequeno, mas original, data de 1499-1502!). Fiz a visita no meu ritmo, calada, saboreando tudo… uma delícia mesmo.

Fiquei um longo tempo na frente da tela Passeio ao Crepúsculo, do Van Gogh, e viajei pra muito longe! Imaginei ele bem ali, diante da tela, no mesmo lugar que eu estava. O que será que passava naquela cabeça tão atormentada enquanto ele dava aquelas pinceladas? Por razões óbvias, eu nunca vou estar diante do Van Gogh, mas a danada daquela tela sortuda já tinha estado um dia! Ela é o mais próximo que eu vou chegar dele e daquele tempo e isso pra mim é mágico!

Depois deste pequeno presente que me dei, fez todo sentido uma frase do poeta alemão Ludwig Tieck, que encontrei numa das paredes do museu naquela tarde (na verdade, este post todo foi só pra dividí-la com vocês):

linha2 Sozinha no MASP

Deveríamos fazer do comum algo extraordinário e então nos surpreenderíamos descobrindo que está muito perto de nós a fonte de prazer que buscamos em algum lugar distante e difícil. Estamos muitas vezes a ponto de pisar na maravilhosa utopia, mas acabamos olhando por cima dela com nosso telescópio.

linha2 Sozinha no MASP

O MASP funciona às terças, quartas, sextas, sábados e domingos das 11 às 18h e às quintas das 11 às 20h. O valor do ingresso é de R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia). Às terças, a entrada é gratuita.

A Ivete fez 40!

14
JUN
2012

Inspirações

Ivete

Lembra quando as mulheres que a gente achava lindas eram sempre (bem) mais velhas do que a gente? Então… tenho tomado cada susto! Melhor não tentar descobrir quantos anos tem a Rachel Adams, a Scarlet Johansson, a Patrícia Poeta, a Natalie Portman… (só pra citar meus sustos mais recentes). A boa notícia é que tem a Ivete! Linda, incrivelmente ativa, cheia de vida, agenda corrida pra dar conta de carreira e filho, ralação pra ficar em forma… enfim, um pouco do que a gente conhece.

A baianinha porreta completou 40 anos no finalzinho de maio, virou o hodômetro sem qualquer encanação – “lindona e gostosona”, nas palavras dela mesma. E este post é só pra dar meus parabéns pra ela!

Em tempo, artistas de Hollywood e celebridades não deveriam ser nossas referências, afinal o que vemos não existe de fato, são miragens produzidas pra gente se frustar! De qualquer forma, é inegável que elas nos inspiram e comprovam que a maturidade é linda e incrivelmente sexy!

Some of my favorites…

Ivete21 A Ivete fez 40!

Quais são as suas favoritas? Mande um comentário pra eu montar um post com as mais votadas!

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