Putz, e agora?

19
JUN
2012

Inspirações

Casal

Tem um casal muito importante na minha vida que está sofrendo de amor, e isso é bom. Eles se separaram há alguns meses, depois de muitos anos de casamento, deixando todos nós – amigos e familiares – surpresos, órfãos, incrédulos e esperando uma breve reconciliação, mas nada aconteceu, não houve reação de nenhum dos lados. Então, conversando recentemente com ambos, em situações distintas, pude perceber que não estavam felizes sozinhos, de alguma forma ainda pertenciam um ao outro.

Sou muito romântica, sadismo não é a minha praia, mas este sofrimento que vejo nos dois me deixa feliz, me faz acreditar que tem sentimento vivo no meio disso tudo e onde tem sentimento, há de ter uma chance.

Perguntei, xeretei, cutuquei até onde eles permitiram… queria entender porque não tentavam de novo. Depois de um monte de respostas cheias de dúvidas e de um monte de silêncio também, entendi que eles sentem falta da pessoa pela qual se apaixonaram lá atrás e não daquela que se separaram há poucos meses. Putz, e agora?

Não sei. Eu acredito que cada casal descobre sua própria maneira de ser feliz. A minha é oferecer o que tenho de melhor em mim, sem preguiça, sem acomodação e sem esperar do outro o que eu já sei que ele não pode me dar – não por uma falha, mas porque não é da sua natureza – assim não dou espaço para as frustrações, mas abro pra um monte de surpresas boas. Soma-se a isso o diálogo aberto, muita conversa mesmo, sobre tudo, sempre, a toda hora. Nosso tática é: descomplicar.

Então, já que não tinham muito a perder, sugeri àquele casal querido que experimentassem fazer isso: conversar abertamente (sem máscaras e sem armaduras) sobre o que têm a oferecer um ao outro e no que estão dispostos a investir (ou a abrir mão) para se apaixonarem de novo. Se essa troca bastar para ambos, então pode dar certo. É muito difícil eles voltarem a ser aquele casal que se conheceu na faculdade, até porque aquelas pessoas não existem mais, mas é grande a chance de se tornarem um casal melhor, porque a gente amadurece com o sofrimento e o amor também, eu acredito nisso.

Gosto das metáforas, elas ilustram tão bem alguns pensamentos meus. Então falei pra eles assim: pensem que o amor de vocês é como um pobre coitado que apanhou muito, levou uma baita surra mesmo e está caído no chão, desfigurado, irreconhecível, mas ainda respira. Se vocês acudirem, há grandes chances dele ficar bom, vai levar algum tempo e dar muito trabalho, talvez fique com uma ou outra marca, mas pode ficar vivo e forte de novo (e mais esperto, claro!). Se não fizerem nada, ele vai acabar morrendo e, cá entre nós, uma morte bastante indigna pra um cara tão legal.

Putz, e agora?

Agora, vocês todos, por favor, torçam e rezem comigo, porque sou muito fã desse cara e quero ele vivo!

comentários

  1. Veronica disse:

    Rê só tenho a agradecer por ter vc mais perto deles, pq o sofrimento com essa separação, para mim, foi muito grande, chorei muito, creio que eles tambem, e hoje estou distante fisicamente, o que me incomoda bastante.
    Desejo sucesso nessa sua tentativa e te garanto que a torcida é muuuito grande. Vamos cuidar desse “cara”, molhar essa plantinha(amor) e derrubar o “muro” que o tempo e a rotina encarregaram de levantar.
    Amo vocês!!!!

  2. Ameiiiiii!!! É isso mesmo… também torço muito por este casal, que amo de paixão, e entrarei na vibração positiva para que este amor sobreviva e fique forte e bonito, como sempre foi.

  3. elaine disse:

    Ah, eu torço por esse cara todo dia… às vezes dou uma cutucada para ver se ele está acordado, se está respirando, e sempre vejo a mesma coisa que vc: ainda tem muita vida neste coitado! Só estava faltando ele perceber isso… bjs

  4. eu torço, rezo, acendo vela, faço jejum… rs … o que for necessário para esse amor renascer…e eu tenho fé em Deus que eles irão se reencontrar….gente e parece que o muro já está sendo derrubado… vamos continuar nossa mentalização… beijos to all

  5. [...] se lembram daquela história que contei aqui no blog sobre um casal muito querido que estava separado há alguns meses e sofrendo de amor? Pois [...]

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