Crise dos 40?

13
nov
2012

Inspirações

Quarentões

Passado o susto desagradável com o hacker que resolveu passear no Melhor aos Quarenta, volto a escrever cheia de vontade! É bom estar aqui, me sinto em casa com vocês. Não os ouço, mas pra mim funciona como um bom bate-papo, gosto até de tomar um cafezinho fresco enquanto escrevo!

Há umas três semanas, uma amiga me ligou dizendo que o programa da Fátima Bernardes daquele dia, traria uma matéria sobre a crise dos 40; agradeci a dica e coloquei o programa pra gravar, pois não conseguiria assistir ao vivo. Muito bem, consegui assistir apenas hoje e me surpreendi ao descobrir que se tratava da crise dos 40 para os homens, fiquei bem curiosa e gostei do que vi e ouvi. Os quarentões convidados eram Márcio Garcia (42) e Marcelo Faria (40) e a considerar pela opinião deles e de vários outros anônimos abordados nas ruas do Rio de Janeiro, os homens têm bem menos grilos (essa é pra declarar a idade!) com a chegada dos “enta” do que a gente. As preocupações deles giram em torno das realizações profissionais e afetivas e da saúde (nada sobre rugas). De acordo com Márcio Garcia, a crise dos 40 está fora de moda (concordo!), “se for pra ter crise, que seja aos cinqüenta; tirando o joelho, a gente só muda pra melhor!”. Um homem abordado na rua disse sabiamente que “só não envelhece quem morre cedo” – o que você prefere?!

Monica Portela, especialista em Psicologia do Desenvolvimento, da UFRJ, e pesquisadora sobre as mudanças de comportamento de acordo com a idade, estava na platéia e fez algumas colocações muito interessantes, que valem igualmente para homens e mulheres. Ela explicou que, estatisticamente, os quarenta anos são a metade da vida, então é comum as pessoas se angustiarem pela constatação de que “se não for agora, não será nunca” e é isso que costuma gerar uma crise existencial. Em tese, as pessoas têm a opção de encarar os 40 como o início do fim ou o momento de um grande, rico e delicioso recomeço. (Fico com segunda, claro).

Na primeira metade da vida, o mais comum é cumprirmos com as metas sociais: faculdade, profissão, casamento e filhos. Nos sentimos realizados com estas conquistas, pois é isto mesmo que buscamos, mas depois de tudo conquistado pode surgir certa inquietação – e agora, é só isso? É nesse momento que a vida nos pede mais significado, é a hora que nos sobra tempo pra ouvir o que a gente quer – um sonho antigo que ficou guardado, uma obra inacabada, às vezes um olhar pra fora do nosso confortável mundinho e o descobrir-se na generosidade e ajuda ao próximo. É simplesmente querer fazer algo a mais, algo que ninguém nos pediu, mas que a consciência insiste em sussurrar.

“Não tenho medo de mudanças,

meu medo é que as coisas nunca mudem.”

Esses dias li esta frase, mas não me lembro onde e nem quem falou, só sei que adorei. Querer mudar (ou complementar) não significa que não tenhamos feito as escolhas certas até agora, mas que precisamos de coisas novas – novas demandas de um ser em constante evolução.

(Quer uma sugestão? Se tiver algo te cutucando, ouça, reflita… talvez seja a hora de fazer alguma coisa).

comentários

  1. Cade a foto do meu maridão aí???? kkkkkkkk

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