Minha filosofia do amor

17
AGO
2013

Descobertas

Filosofia do Amor

Tirei um tempo pra pensar se existe alguma coisa que eu queira mais do que amor. De tudo que eu gostaria de ter, desde meus sonhos de consumo mais materialistas (como uma batedeira Kitchen Aid azul turquesa na minha cozinha ou um Elie Saab no meu guarda-roupa), passando pelo sucesso e reconhecimento nos meus empreendimentos, pela boa educação dos meus filhos, pela ordem e conforto no meu lar, pelos lugares mais lindos do mundo onde eu ainda quero por meus pés e pela minha paixão crescente pela literatura que encabeça meus quereres atuais, a resposta é: não. Não há nada que eu queira mais do que o amor.

Mais um pouquinho de reflexão e me convenci de que todo mundo é assim. Somos seres amantes, feitos para dar e receber afeto. E não estou me referindo só ao eros, falo de todos os amores, dessa energia boa e forte que nos conecta às pessoas, às crianças, aos animais, à natureza, a nós mesmos, a Deus. No final das contas, o que a gente quer é o objeto do nosso amor por perto, pra poder amar. Ou não é? O amor começa como sentimento, mas só se concretiza na ação. Enquanto ele fica guardado dentro da gente, é apenas energia em potencial, não serve pra muita coisa. Amor guardado é sofrimento. Daí me vem à cabeça um pensamento que li outro dia, mas não sei o nome de quem pensou: “não sejam tolos, não falta amor, falta amar”.

Continuei pensando e percebi que as pessoas muito boas, aquelas que nos sensibilizam pela serenidade no olhar, pela doçura nas palavras e pelo poder de suas obras, como a Madre Teresa, o Nelson Mandela, o Papa Francisco e (por que não?) o Luciano Huck, têm em comum uma grande capacidade de amar. Será que eles nasceram assim? Será que a gente chega lá?

Juntando o pensamento 1, com o pensamento 2 e com o 3, me sucedeu uma pergunta inquietante: será que Deus é o amor? Será que são uma coisa só? E se Ele não for uma entidade e sim um sentimento – essa energia boa e forte que nos une e nos sacia por inteiro, a única capaz de nos mover da poltrona confortável do egoísmo? Sabe quando você ajuda alguém e ouve: “foi Deus que te mandou aqui!”? E se a pergunta fosse: “foi o amor que te mandou aqui?”. Sim, foi.

Muita viagem pra um sábado à noite? Bem… são essas coisas que acontecem quando eu tiro um tempo pra pensar.

Recebam aí do outro lado o sentimento bom que tenho por vocês. Amor guardado precisando amar.

comentários

  1. Rê,

    Parabéns , vc se supera a cada texto novo
    Só que , esqueceu de incluir a sua pessoas neste texto
    Vc sempre é puro amor, nas suas palavras, no seu sorriso e nas suas atitudes
    Bjs Deni

  2. lilia... disse:

    EU já tinha amado o anterior , o das crianças jogando bola ; mas este está mais lindo ainda ! Também acredito que Deus é o AMOR absoluto ;Jesus já deu a entender isso , né? Só que entendo este AMOR não como sentimento mas como uma ENTIDADE , um SER SUPREMO que chamo de DEUS . Como não podia deixar de dizer …se ÊLE é AMOR ,acho que nós mulheres estamos mais próximas DELE , né ? Aí onde fica a tão propalada superioridade masculina ? ha ha ha !!!

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