Abastecimento cultural

28
SET
2012

Descobertas

SeltonMello

Nesta semana, fui assistir a um bate-papo entre a Maria Fernanda Cândido e o Selton Mello, na Casa do Saber. O tema do curso era “Como Criar um Filme”, com base na última produção do Selton Mello, “O Palhaço”, filme em que ele atua e dirige.

Fiquei com vontade de me inscrever no curso porque sou fã dos dois – ele, por ser meu ator preferido, ela, por ser o supra-sumo da elegância, por ser linda, culta e estar se aproximando dos 40 (tem 38). Ela, inclusive, é fundadora e sócia da Casa do Saber. A possibilidade de vê-los conversando, ao vivo, já me bastava, independente do assunto.

Antes de mais nada, precisava assistir ao filme. Seria o cúmulo da falta de educação ir pra um curso destes sem prestigiar a obra! Até então, só tinha ouvido falar mal do filme, várias pessoas me disseram ter achado muito chato. Então, quando me sentei pra assistir, minhas expectativas eram bem baixas, mas me abri pra o que viesse da tela, alguma coisa boa devia ter. Vejam só que coisa, contrariando as previsões, gostei muito. O filme é beeeem lento e, na minha leiga opinião, não se enquadra como entretenimento puro; mas, como é isso que a maioria das pessoas (a começar por mim) busca quando vai ao cinema, muita gente saiu decepcionada. Nas palavras do próprio Selton, o filme tem várias camadas e o barato é você refletir sobre elas – é um filme um tanto “cabeça”, cheio de mensagens e símbolos. A fotografia e a luz são lindas, têm um ar vintage que me apaixona! Gostei mesmo e estou torcendo pra que seja selecionado pra nos representar no Oscar 2013.

Quanto ao bate-papo, foi muito interessante e divertido! A Maria Fernanda é um desbunde, uma deusa, não conseguia parar de olhar! E o Selton é muito inteligente, sensível e, claro, tem sacadas divertidíssimas. Foi muito bom ter ido, em especial pela companhia deliciosa e cúmplice da minha amiga Li. Adorei vê-los de pertinho, aprendi várias coisas sobre produção de filmes sem a menor utilidade prática pra mim, mas que guardo na bagagem.

A Casa do Saber, digo e repito, é quase um templo pra mim. O conhecimento mora lá e aceita visitas.

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