Noite Feliz

24
DEZ
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Natal

Eu fico pensando que pessoa extraordinária deve ter sido Jesus Cristo. Em tese, Ele nasceu há, mais ou menos, 2012 anos, época em que as notícias corriam de ouvido a ouvido, no ritmo lento dos pés do mensageiro. Época em que a Humanidade conhecia tão pouco, por falta de respostas acreditava em tantas coisas impossíveis, apedrejava pessoas e resolvia seus conflitos no “olho por olho, dente por dente”. Seus ensinamentos são, de fato, indiscutíveis. Alcançam, na minha opinião, a perfeição do comportamento humano (são, portanto, um ideal a ser buscado e não uma imposição). Ainda assim, mesmo considerando o valor inestimável de sua pregação, é preciso uma força ainda maior que explique o fato de eu, você e todo o mundo ocidental parar tudo o que está fazendo para celebrar, tanto tempo depois, Seu nascimento. É claro que muita gente não se dá conta disso, não liga o nome à pessoa, não dirige um único pensamento ao Aniversariante (que parece não se importar com isso, já que presenteia todos os lares receptivos com a mesma luz), mas o fato é que o mundo freia, abre um parêntese chamado “ceia de Natal”, se une às pessoas que mais ama, troca afeto, celebra o que dá sentido à nossa existência, o que nos faz gente.

Nos meus momentos de dúvida (sim, minha fé é constantemente cutucada por questões inoportunas), penso no poder transformador da breve passagem terrena de Jesus, o filho do carpinteiro da pequena Nazaré que se cercou de pescadores que não escreviam os próprios nomes e que revolucionou o mundo, mudou nossa maneira de ver o outro. Há algo sobre-humano aí, então me aquieto e sigo crendo.

Isso não invalida a crença dos nossos irmãos judeus, budistas, hindus, muçulmanos e tantos outros – eles têm seus Mestres. O meu é Jesus Cristo e, esta noite, na companhia das minhas pessoas mais amadas, deixarei preparada uma manjedoura aquecida e acolhedora no meu coração, para Ele renascer ali e para que Seu ensinamento maior, o Amor, seja meu cálice dourado, minha busca, minha razão de ser.

É este Amor que desejo a vocês, meus queridos e dedicados leitores. Desejo também que a força invisível que toca e une as pessoas no vídeo abaixo, envolva sua família nesta Noite Feliz:

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Feliz Natal!

Família Valias

10
DEZ
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Aniversário Naná1

No último sábado, fui até Minas para a festa de aniversário de 95 anos da Naná, a última irmã viva do meu avô e a representante mais antiga da família Valias. Ela nunca se casou, nem teve filhos, então viveu apenas para os sobrinhos e estava cercada por uma centena deles quando assoprou as velinhas.

Não dá pra falar da Naná sem citar a Todi, sua irmã e companheira da vida toda, que faleceu há alguns anos (saudades). Todi também não tinha filhos, mas a casa das duas vivia cheia de crianças, o ano inteiro. Elas são tão presentes nas minhas lembranças da infância quanto à Dona Benta e a Tia Anastácia, só que mais gostosas. A Todi era quem armava o circo, organizava festas e lanchinhos, recebia os convidados e batia longos papos com a gente, mas era a Naná que estava por trás disso tudo, colocando a mão na massa, fazendo quitutes inesquecíveis como as chupetinhas de açúcar, os quadradinhos de doce de leite com marolo e a melhor torta de maçã do universo. A Naná estava nos bastidores e parecia não se importar com os louros que a Todi recebia em seu lugar, ao contrário, devia se divertir muito, porque estava sempre sorrindo. Nunca vi nenhuma das duas brava ou impaciente, eram dois amores, dois encantos que aprendemos a amar desde muito cedo.

Foi na casa delas que comi fondue pela primeira vez, aos 8 ou 9 anos; a Todi viajava muito e trouxe umas panelinhas de fondue da França – foi um evento só para as crianças, achei tudo muito chique e está guardado pra sempre. Também foi na casa delas que experimentei bebida alcoólica pela primeira vez e eu não tinha nem 10 anos de idade! Elas chamavam a gente baixinho, como se fôssemos fazer algo errado e ofereciam uma taça (bem pequena) de licor de chocolate ou de menta ou uma combinação deliciosa de martini bianco e rosé – elas se divertiam tanto com nossas carinhas de satisfação, nos olhavam como cúmplices. Deliciosas. A “dupla imbatível” foi desfeita, mas é muito bom ainda ter a Naná, que continua a sorrir, com o ar sereno de sempre – um vínculo vivo com meus primeiros anos, com minhas férias mais gostosas.

A festa do sábado foi um dia pra lembrar isso tudo e pra rever primos queridos, muitos dos quais não encontrava há anos! Foi um dia reservado pra celebrar a vida da Naná – “o elo que nos une”, como bem colocou sua primeira sobrinha, a tia Leila – e agradecer por sua presença doce em nossas vidas, mas foi também ocasião pra sentir que laços fortes são os feitos pelo sangue – vivemos distantes, convivemos pouco, mas nos gostamos, nos queremos bem. Somos parte de uma única família, viemos todos do mesmo encontro, o dos meus bisavós, há mais de 100 anos. Nada muda isso. Que bom.

Feliz aniversário, Naná, querida!

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Aniversário Naná2 Família Valias

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Aniversário Naná3 Família Valias

Amando inventar estórias…

07
DEZ
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Ciranda

Semana que vem acaba o curso de Escrita Criativa que eu vinha fazendo desde março, na Casa do Saber, e já sinto saudades. Foi um ano de grandes descobertas e uma das mais gostosas foi conhecer o poder que uma caneta e um papel (ou um teclado de computador) dão à imaginação. A Literatura aceita tudo, das estórias mais loucas às mais verossímeis, absolutamente tudo é possível. Também descobri que inventar é muito, muito difícil; aliás, pra mim, é bem mais difícil do que escrever. Tenho exercitado bastante, notei melhora nos últimos textos propostos no curso, mas ainda falta um bocado pra aprender, sempre haverá.

O texto abaixo é a última lição do curso, enviado hoje à professora e resolvi deixar aqui, pra quem tiver paciência de ler. Ótimo final de semana!

linha1 Amando inventar estórias...

Ciranda, Cirandinha

Os dois meninos estavam animados com o fim de semana que os aguardava. Finalmente o padrinho de Samuel tinha decidido cumprir a promessa feita há quase três anos, ocasião em que enviou um cartão felicitando o sobrinho pelo aniversário e prometendo mandar buscá-lo, qualquer dia desses, para passar uns dias no Haras Querência, uma linda e extensa propriedade que herdara do pai e que administrava com destreza e paixão. O Padrinho Ernani era um homem reservado, morava solitário no haras desde a morte precoce da mulher. Tinha o rosto fechado e raramente fazia ou recebia visitas, exceção feita aos compradores dos premiados Mangalaras que criava, a quem atendia com polida arrogância. Recebeu com estranheza e alguma suspeita o convite da sobrinha para batizar seu primeiro filho e não encontrando uma maneira razoável de declinar do convite, apadrinhou o menino. Não se viram mais do que três ou quatro vezes desde então, mas, por educação, procurava manifestar lembrança em datas especiais e até sentia alguma culpa por sua ausência: o afilhado, afinal, era vítima da péssima escolha da mãe.

Quando um fazendeiro rico, produtor de laranjas da região de Jau, leiloou um de seus cavalos na feira agropecuária regional, ocorreu ao Padrinho Ernani aproveitar a viagem do caminhão que faria o frete do animal leiloado para, no caminho de volta, trazer o sobrinho que morava na cidade vizinha, a pequena Itirapina, para uma breve visita. Não via graça naquilo, não sentia vontade de ver o menino, mas entendia como uma pendência protocolar que precisava cumprir.

Samuel não conseguia dormir. Estava ansioso e animado com a possibilidade de conhecer o haras do padrinho, sempre descrito com tanto entusiasmo pela mãe. Era fascinado pela força e beleza dos cavalos, apesar de nunca ter montado em nada além dos pangarés judiados da praça central de Águas de Lindóia, onde tinha passado umas férias na casa de parentes, tempos atrás. O fato de ter que ficar um final de semana inteiro sozinho com o Padrinho Ernani, também lhe tirava o sono, tinha um pouco de medo dele. E se o obrigasse a montar um cavalo bravo? E se não o deixasse montar em cavalo nenhum? E se  tivesse bife de fígado no almoço? A mãe tinha sido categórica ao afirmar que precisava aceitar de bom grado tudo que lhe fosse oferecido, mas sem esganação, e que não pedisse nada além do ofertado – “deixe uma boa impressão, faça o favor, é a nossa chance”. Olhou para o amigo que dormia sossegadamente nos pés de sua cama e ficou feliz pelo Padrinho Ernani ter lhe sugerido que levasse uma companhia; sem pestanejar convidou o Charles, melhor amigo da escola, a quem chamava de Tainha. Talvez o padrinho fosse um homem bom, afinal.

Os meninos foram recebidos ao pé da escada que dava acesso à sede pela atarracada Carmem Lúcia, moça sorridente e quituteira de mão cheia que logo os deixou à vontade, mostrando o imenso quarto em que passariam as próximas duas noites. Correram para a janela envidraçada que dava vista para os pastos em busca dos cavalos, mas eles não estavam lá. Quem vinha caminhando com chapéu na cabeça e porrete na mão era o Padrinho Ernani e Samuel sentiu um desconforto no estômago quando ele os avistou na janela e sacudiu os braços chamando-os para baixo. Desejou ser descabeçado como Tainha, que pôs-se logo a correr em direção à porta, sem qualquer receio em encarar aquele homem carrancudo e de grandes dimensões.

Sua benção, padrinho. Como foram de viagem? Muito bem, obrigada. Minha mãe man… Querem ver os cavalos? Tamo aqui pra isso, né Samuel? Queremos sim, Padrinho, por favor.

Caminharam em silêncio os 200 metros que separavam a sede do primeiro lote de baias, até que o padrinho começou a soltar um assobio longo, agudo e um milagre aconteceu: um sem número de cabeçorras começou a surgir das portinholas que se enfileiravam ao longo de uma comprida construção com paredes cor de ferrugem, como os cabelos de Samuel. Algumas sacudiam para cima e para baixo, outras apenas olhavam na direção do assobio. Os garotos estavam mudos e imóveis, até que o homem cutucou suas canelas com o porrete, fazendo com que se aproximassem. Eram cavalos muito grandes e enormes e fortes e bonitos.

Pode por a mão? Sim, pode, mas nem todos vão deixar.

Visitaram baia por baia e admiraram os animais como piratas que encontram um tesouro. Ao lado de cada portinhola tinha uma pequena placa de madeira presa à parede com cantoneiras cor de cobre que trazia um nome e uma data. Platão, Sócrates, Aristóteles, Confúcio, Comte, Rousseau, Lutero, Montaigne, Nietzsche, Santo Agostinho.

Santo Agostinho?! Fico com pena do santo ou do cavalo?

O comentário do Tainha fez o padrinho soltar uma demorada gargalhada sacudindo a barriga proeminente, e explicou logo que era hábito herdado de seu pai elaborar, a cada ano, uma lista de nomes de um mesmo grupo de coisas ou pessoas para batizar os cavalos, o que facilitava a identificação da idade dos animais, além de ser divertido. O ano de 1972 tinha sido a vez dos Grandes Pensadores.

Aquelas baias rosadas no pasto ali de cima são dos cavalos nascidos no ano passado, cada um deles leva o nome de uma constelação. Aqueles outros, mais à esquerda, receberam nomes de pintores da Renascença e os cavalos das baias brancas, nascidos em 1974, são os faraós. Escolher uma boa lista é um trabalho que exige conhecimento, criatividade e algum refinamento. O senhor quer que eu prepare uma lista com uns palavrões bem cabeludos pra usar no ano que vem? Tainha! Ah, Samuel, eu bem que queria ter um cavalo chamado Puta Que Pariu, ia ser legal pra caralho! Cala boca, Tainha! Corre, Puta Que Pariu, corre! Depois de recobrar o fôlego roubado por outra gargalhada, o Padrinho Ernani perguntou: vocês querem montar? Tenho alguns cavalos bem mansos que uso na lida da fazenda. Tamo aqui pra isso, né Samuel?

O destrambelhado do Tainha azeitou bem o fim de semana, divertiu o padrinho, aliviou as tensões, falou um monte de bobagens, quase levou um coice e se lambuzou de aboborada, ambrosia, cidra, batata doce, aletria, doce de marolo, de marmelo e bolo de fubá com erva doce. Carmem Lúcia insistia pra Samuel também experimentar de tudo, dizia que precisava “encher suas roupas”, mas o menino continha a esganação, invejando o amigo descompromissado. A ignorância acaba nos protegendo de vez em quando e como o Tainha não fazia ideia de quem era o Padrinho Ernani, se dirigia a ele da mesma forma que ao Seu Pereira, dono da padaria. Eram apenas dois velhos barrigudos que sorriam pouco. Já para Samuel, o padrinho era uma figura quase mítica, a tábua da salvação, segundo a mãe.

Na noite que antecedeu a partida, Samuel estava, novamente, insone. Sentou-se na beirada da cama, acendeu o abajur e começou a balançar os pés que, apesar dos 10 anos de idade recém-completados, ainda não alcançavam o chão. Ficou repassando os últimos dois dias nos pensamentos, tentando decifrar se tinha conseguido causar uma boa impressão no padrinho e como responderia à sabatina da mãe. Concluiu, agoniado, que tinha poucas qualidades e, certamente, não teria conquistado apreço suficiente do homem. Ocorreu-lhe, então, que se fizesse uma boa lista de nomes, nomes refinados, para os cavalos, conseguiria garantir a admiração do padrinho. Virou a noite acordado, queimando os miolos, mas um garoto do quarto ano ainda não conhece muitas coisas. Então, quando o dia já dava de clarear, o cansaço lhe soprou uma ideia.

Samuel e Tainha foram embora junto com dois potros robustos na carroceria do pequeno caminhão. O Padrinho Ernani abanou a mão da varanda em despedida, sem saber se sentia mais pelos potros ou pelos meninos. Voltou-se para dentro da sede e decidiu conferir a correspondência. Sobre a imponente mesa de jacarandá do escritório, encontrou um envelope em que se lia  “Padrinho Ernani”, tornando óbvio o remetente. O bilhete que continha não trazia nada além de uma lista comprida:

Pião

Estilingue

Rolemã

Pipa

Jo Ken Po

Passa-Anel

Corre-Cotia

Barra-Manteiga

Cabo-de-Guerra

Gato-Mia

Pula-Sela

Elefantinho Colorido

E se nascerem fêmeas:

Cinco Marias

Amarelinha

Queimada

Cabra-cega

Batata Quente

Bolinha de Gude

Bandeirinha

e Mãe da Rua.

linha2 Amando inventar estórias...

Moqueca de Camarão

15
NOV
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Moqueca de Camarao1

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que está nos meus planos aprender a cozinhar. Na verdade, desde que acabou a reforma na minha cozinha, tenho feito umas excursões por lá. A cobaia é sempre meu marido, mas ele não costuma ser muito rigoroso em suas avaliações, já tirei nota 8,5 num medalhão de filet (!) e recebi um 6 num macarrão em camadas, mas o 6 foi só porque ele deve me amar muito, não valia mais do que 2,5… ficou péssimo!

Semana passada, me programei pra tentar uma moqueca de camarão no domingo e deixei todos os ingredientes comprados. A receita original era com peixe e eu cheguei a faze-la há umas três semanas (tirei nota 8), mas como sou beeeem metida, achei que já podia mudar a receita… queria tentar com camarão.

Domingo de manhã, maridão convidou um casal de amigos pra almoçar também, ele disse pra eu não me preocupar porque nosso amigo sabia cozinhar e podia me dar um help, se necessário. Logo depois, na insanidade, convidei um casal de primos pra vir também e, por último, minha filha que tinha dormido fora, ligou dizendo que tinha convidado a tia-avó pro almoço. Pronto, éramos 7 adultos e minha experiência amadora tinha virado banquete!

Foi um domingo delicioso! Musiquinha e prosecco gelado pra relaxar, muitas assistentes pra picar cebolas, tomates e pimentões e a habilidade culinária do amigo, que foi mesmo necessária! Na verdade, o camarão ficou gostosinho, mas soltou muita água (lição aprendida) e deixou o molho da moqueca muito ralo (como bem colocou meu primo, PV, o prato estava mais pra “camarão in brodo” do que pra moqueca!), então o superamigo tirou metade do caldo e transformou num saboroso pirão! É assim… vivendo, tentando e aprendendo sempre!

Na busca constante por novos mundos e aprendizados, a bússula apontou para a cozinha! É muito pouco provável que eu me transforme numa grande chef, falta-me muito traquejo pra isso, mas pode ser que eu domine uma ou outra receita, talvez eu ouça alguém dizer que minha moqueca de camarão é a melhor do mundo, mas não deve passar disso. O importante é o quanto eu me divirto e o quantidade de amor que eu uso no tempero!

linha3 Moqueca de Camarão

Registros…

Moqueca de Camarao4 Moqueca de Camarão

linha4 Moqueca de Camarão

Comprei o livro “Panelinha”, da chef Rita Lobo e um outro do Jamie Oliver, mas tenho aproveitado bem mais o primeiro – as receitas são detalhadas, ilustradas e estão mais de acordo com nosso gosto pra comida. Recomendo!

Ah, as fotos foram tiradas pela minha querida amiga e fotógrafa Cris Lemos (thanks!) e ela usou meu novo brinquedinho: uma câmera Canon 7D (ma-ra-vi-lho-sa!) que eu comprei pra caprichar nas fotos aqui do blog – vocês merecem!

Ah (outra vez), minha amiga Ana Luiza, me trouxe da Itália, onde mora, um Moleskine Passions exclusivo para anotar minhas receitas preferidas – pergunta se eu gostei?! Grazie de novo, Ana!

Ótimo feriado!

Poderosa!

15
OUT
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Carrie

“Os caminhos de uma mulher nem sempre são fáceis. É por isso que precisamos de sapatos divinos, para tornar a caminhada mais divertida…”

Carrie Bradshaw

linha6 Poderosa!

Sapatos divinos, cílios postiços, escova nos cabelos, Ray-Ban tipo aviador, chapéu Panamá, perfume francês, saia comprida… essas coisas costumam me fazer sentir poderosa. Pode ser que ninguém perceba, mas minha auto-estima vai às alturas com a combinação de um ou mais desses recursos e quando eu me sinto poderosa, eu não ando, eu desfilo!  Licença para ser fútil de vez em quando. Faz bem pra saúde, eu acho.

Saudades da Carrie, Charlotte, Samantha e Miranda… Curioso que eu não segui Sex and The City nos vários anos de sucesso; na verdade, assisti às seis temporadas entre janeiro e março deste ano, dois ou três capítulos por dia – nossa convivência foi muito intensa! Decidi assistir por causa do blog, afinal se tratava das quarentonas mais populares do planeta e eu me apaixonei. Tenho um pouco das quatro em mim, acho que toda mulher tem. Somos todas muito lindas e ai de você se duvidar disso.

Boa semana!

Glory Days

19
JUL
2012

Pequenos Grandes Prazeres

Balao

No desenho original do blog imaginei a seção Glory Days como um espaço para eu colocar narrativas sobre dias importantes da minha vida, como o texto de abertura, que fala sobre o dia do meu noivado. Resolvi, no entanto, ampliar a seção e incluir também textos avulsos que escrevo de vez em quando e que quero deixar guardados aqui. São estórias inventadas que ficarão embaralhadas com as reais e caberá a você distinguir uma da outra!

Os posts da seção Glory Days não são publicados na página da Home, então, quando tiver vontade, dê uma fuçada por lá pra ver se tem coisa nova – hoje, eu já adianto que tem!