Bem-vindas ao clube!

17
OUT
2012

Inspirações

1972

Fuçando na internet, encontrei algumas quarentonas frescas que estão com tudo em cima e são pura inspiração! Conheço muitas outras no mundo dos anônimos, mas nada como algumas famosas lindas pra nos encher de vontade de nos cuidar, né não?

Nossos parabéns para Gwyneth Paltrow, Princesa Letizia, Jennifer Garner e Cameron Diaz, nascidas em 1972, e que chegaram aos 40 nos últimos meses, cheias de jovialidade e planos para o futuro.

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Quarentonas Frescas Bem vindas ao clube!

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Como disse outro dia, não gosto muito de colocar as musas de Hollywood como referência, acho cruel e injusto, já que elas não são como aparentam ser. Tirem a maquiagem perfeita, os vestidos glamurosos e o Photoshop e elas viram mortais como nós. Lindas, mas mortais.

Aliás, mudei de ideia, nos dê maquiagem perfeita, vestidos glamurosos e algum Photoshop e faremos bonito no red carpet também!

Amanhã é Dia das Duas!

11
OUT
2012

Inspirações

Nossa Senhora

Durante mais uma tarde de brincadeiras de menino, quando meu pai tinha 14 anos, ele e um grande amigo de infância brincavam com uma arma, presente que o amigo tinha ganhado do pai dele, para praticar tiro ao alvo. Durante a brincadeira, a arma disparou acidentalmente e a bala atingiu meu pai na barriga, um pouco abaixo da linha da cintura. Não vou descrever o drama que se sucedeu, até porque eu não estava lá, mas imagino o desespero danado que deve ter sido.

Como toda família grande da época, a do meu pai (o 4o de 8 filhos) também tinha uma “Bá”, que trabalhou a vida inteira para minha vó e a ajudou a criar a prole. No dia do acidente com a arma, a Bá fez uma promessa à Nossa Senhora Aparecida. Prometeu que visitaria o Santuário se meu pai sobrevivesse (por razões óbvias, vocês já sabem que ele sobreviveu), mas somente muitos anos depois, quando meu pai já tinha três filhas (eu, inclusive), ele a levou pra cumprir a promessa. No Santuário, ela comprou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, pediu a benção e deu de presente para o meu pai. Cresci com esta imagem dentro de casa, ela ficava perto da janela e o manto de veludo azul marinho foi perdendo a cor com o passar dos anos, mas amor de mãe não perde a cor nunca, né?

Me lembrei desta história hoje, por conta do feriado de amanhã. Acho uma coincidência bonita o Dia das Crianças ser também o Dia da Mãe do Céu.

Desejo um ótimo feriado pra vocês! Desejo que deixem-se contaminar pela alegria das crianças e pelo olhar amoroso de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil.

Só no pedal!

09
OUT
2012

Inspirações

DeniseCapa

Pensando em experiências diferentes e enriquecedoras - daquelas que nos fazem sentir na pele como viver é bom – me lembrei das fotos que vi de uma viagem que a minha amiga Denise fez no ano passado, de bicicleta, pelo Vale do Loire, na França. Mandei um email pra ela perguntando se se importava de me mandar algumas fotos pra eu publicar aqui no blog. Mais do que isso, ela me mandou um relato lindo do que são estas viagens (ela já fez para França e Holanda) e eis o resumo do que me contou:

“Viajar é sempre bom, mas tem várias coisas que me atraem nas viagens de bike: lugares lindos, gente interessante, liberdade, exercício físico, vinhos, jantares ótimos e… NÃO ao consumo. Adoro!

Começa assim: eu defino o destino pelo nível de dificuldade do percurso. Gosto de pedalar o tempo todo, mas não sou fanática por exercício, então escolho os roteiros fáceis, mais planos, como Vale do Loire e a Holanda (acho que não conseguiria ir para Toscana, por exemplo). A viagem é feita em grupo, em geral, são 10 casais. Nos encontramos no café da manhã, quando os guias entregam o roteiro do dia, que corta cidades e estradas (são 50 km diários). Cada um vai no seu ritmo, viajando com seus pensamentos, desfrutando as paisagens pelo caminho, parando pra tirar algumas fotos, tomar uma água… Uma van de apoio vai atrás do grupo e faz paradas em pontos estratégicos, caso alguém queira descansar ou mesmo continuar o caminho dentro da van. É ela que leva nossas bagagens de um hotel pra outro.

O grupo se encontra para o almoço no local indicado no roteiro, um restaurante reservado para nós, às vezes um antigo castelo, um vinhedo…, muita salada, peixes assados, sanduíches, queijos, pães, frutas, vinho, sempre tudo gostoso… Continuamos a pedalar rumo à próxima cidade e hotel, onde sempre chegamos ao final da tarde, vamos nos encontrando no lobby, torcendo por cada um que chega…

Eu encontro com meu marido nos almoços e jantares (e durante a noite, claro!). Torcemos um pelo outro, pra ele o exercício é mais importante que para mim, então não ligo dele ir na frente e não me esperar, respeito. A viagem não é só do casal, é de cada um separado, também. Às vezes, quando nos encontramos, percebemos que tiramos a mesma foto, tivemos a mesma sensaçāo em algum lugar por onde passamos, a mesma árvore ou o mesmo caminho!

Quando começa a viagem, eu penso comigo: “que programa de índio, sair de férias e acordar cedo para fazer exercício…”. Mas, depois do primeiro dia, já mudo de ideia – estou no lugar certo, na hora certa. Adoro tudo, as paisagens, as pessoas, os jantares, me divirto! Nas pedaladas, viajo com meus pensamentos, penso em tudo que ficou para trás, para ser resolvido, o que depende de mim, o que não depende… Nas pessoas que eu queria que estivessem vendo e sentindo tudo aquilo, vontade de dividir coisas boas. Observo as flores, as casas, as pessoas do grupo, da rua… Enfim, é uma viagem que acrescenta… Voltamos renovados e felizes!

No Loire, teve um percurso que fiz sozinha e, de repente, no meio de um campo de trigo, dei de cara com um “Bambi”, um filhote! Ao invés dele se assustar comigo, eu que fiquei paralizada, não sabia se admirava (lembrei da minha filha) ou se fotografava… ele parou por alguns instantes, me olhando, e se foi…

São estas coisas maravilhosas que acontecem no caminho!”

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Para quem se animar, é pela agência Butterfield que a Denise faz estas viagens, e recomenda! A Butterfield é referência mundial e oferece viagens como esta para um monte de destinos. A Deni não é atleta, faz musculação três vezes por semana, como boa parte de nós, e diz que o ritmo destes destinos é bem tranquilo, (quase) qualquer um encara, além disso, para os muuuuuuuito preguiçosos, também existe a opção das bicicletas elétricas…

No entanto, se a França ou a Holanda estiverem fora do orçamento, pedalar por qualquer caminho seguro pode continuar sendo uma experiência revigorante – é sempre muito bom levar os pensamentos pra passear!

Reinventar-se!

18
SET
2012

Inspirações

Untitled-1

Na semana passada, escrevi sobre inserirmos coisas novas na nossa rotina e fiquei feliz com a repercussão! Algumas pessoas vieram me dizer que estão pensando em suas listas – que delícia saber disso! Fico feliz quando um texto meu faz bem pra alguém, mas muitas vezes, na verdade, estou escrevendo pra mim mesma, como se estivesse falando sozinha, como se fosse um reforço, um estudo, um registro do que eu penso e quero pra mim. Pois bem, hora de por em prática umas coisinhas… Amanhã vou fazer algo absolutamente inédito, que nunca cheguei perto de fazer! Trata-se de um projeto novo e muito legal pro Melhor aos Quarenta, mas quero fazer surpresa e, no devido tempo, vocês vão saber o que é! Por enquanto, peço um pouquinho de paciência se eu não conseguir fazer os posts com a freqüência habitual, pois estou sendo consumida pelos preparativos. (Em tempo: auto-controle também é uma dádiva que se conquista com a idade, portanto, administrem sua curiosidade! Rsrsrsr….).

Não deu nem pra parar e pensar num assunto interessante hoje, muito menos sentar e escrever com calma, mas encontrei este depoimento muito bacana, verdadeiro e maduro da Betty Prado, top model dos anos 80 (lembram dela?!), e me deu vontade de dividir com vocês. Ela já fez cinquenta e achei gostoso ver como tantas coisas podem começar (ou recomeçar) em qualquer momento da vida.

A imagens são dos arquivos do Saia Justa, programa do GNT. É só clicar no link abaixo – espero que gostem também!

http://gnt.globo.com/saiajusta/videos/_2078070.shtml

Velha que não envelhece

12
SET
2012

Inspirações

CoraCoralina

“Se você não experimentar, não vai saber se gosta”. Quantas vezes você já falou essa frase pro seu filho ou ouviu da sua mãe, quando era pequena? Eu ouvi um monte e ela soava como ordem: “come logo isso aí!”, torci o nariz pra abobrinha, brócolis e bife de fígado, mas gostei de todo o resto.

Depois que a gente cresce, quase não ouve mais isso, talvez porque imaginem que a gente já tenha aprendido esta lição ou talvez porque o livre arbítrio da vida adulta iniba os outros de nos convencer a experimentar alguma coisa – em tese, sabemos o que é melhor pra nós mesmos ou deveríamos saber.

Será que é por isso que a gente pára de experimentar as coisas? Já reparou como a grande maioria das pessoas faz as mesmas coisas, todos os dias? Talvez numa viagem ou num restaurante novo a gente arrisque um prato diferente ou uma combinação de roupa que nunca tentou, mas e no dia a dia, o que é que a gente arrisca? O que é que a gente experimenta de novo?

Vejo a vida igual a um cardápio daqueles restaurantes-pizzarias-churrascarias-lanchonetes, sabe? Tem um monte de páginas e uma infinidade de opções, mas por acomodação ou medo de pedir errado, a gente se garante no parmeggiana de sempre, com fritas, por favor. Todo resto fica lá, esperando ser experimentado –  e pode ter tanta coisa boa à nossa disposição neste cardápio… um desperdício não experimentar, nem que seja pra descobrir que não gosta.

Outra frase que complementa a primeira e que, muito provavelmente, já apareceu no seu timeline do Facebook é “quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?”. É batida, eu sei, mas já parou pra pensar e responder a esta pergunta? Talvez você se assuste, como eu.

A Cora Coralina, poeta e escritora goiana, experimentou publicar o primeiro livro aos 76 anos. A Raquel Manzatti, designer de bolsas da qual sou fã, experimentou abrir seu atelier depois dos 50, sorte nossa! A Fátima Bernardes, bem, vocês sabem. O Paulo Junqueira, amigo querido e advogado formado, abandonou a carreira e foi fazer medicina, já é quase doutor. Eu, aos 37, estou me aventurando na cozinha e a mulher do meu sogro, está aprendendo inglês, aos 60. O PV, primo quarentão e compadre amadíssimo, foi passar um mês em San Diego, treinar o idioma e ganhar bagagem cultural.  Minha mãe comprou seu primeiro computador (um notebook) pra ler meus blogs e, aos 64 anos, está apanhando mais que lutador da UFC, mas está persistindo. A Leila, mãe de uma amiga, começou a fazer aulas de meditação e a Xuxa pintou os cabelos de preto depois de 50 anos de loirice. Tanta coisa, tantas possibilidades!

A gente conhece bem o princípio implacável da inércia. Se não fizermos nada, tudo permanece igual. A rotina em si não é má, ao contrário, ela é necessária e nos dá segurança, eu só acho que ela merece ser surpreendida com algo novo de vez em quando. Não precisa ser nada grande ou radical, apenas inédito.

Quer uma dica?

Não sei sua resposta, mas vou dar a dica assim mesmo: faça uma tabela com 2 colunas e 12 linhas. Na coluna da esquerda escreva o nome dos meses, um em cada linha. No início de cada mês, tire um tempinho pra pensar no que gostaria de experimentar ou fazer de novo naquele mês e anote a lápis. Se conseguir fazer antes do mês acabar, passe caneta por cima. Deixe o papel num lugar visível, tipo porta de armário, assim não tem perigo de esquecer. Pode parecer uma coisa boba, mas é mágico e divertido ver o mundo de possibilidades que se abre quando nos dispomos a algo novo. Seu cardápio vai ter outro sabor!

Bom apetite!

De passagem…

05
SET
2012

Inspirações

Untitled-2

A pintura da parede da minha casa deu bolhas e teremos que fazer tudo de novo, mas isso não é um problema. Saindo do salão, estraguei minha unha na hora de dar partida no carro, mas isso também não é um problema. Alguém riscou as letras “AU” na lataria do porta-malas do meu carro, o guarda-roupas dos meus filhos está (sempre) uma zona, preciso começar a pintar meu cabelo, chegou mais uma multa de trânsito e o trânsito na saída da escola é uma droga, mas nada disso é um problema. Ontem, eu vi uma mãe velar o corpo da filha, criança sorridente, vítima da doença que não gostamos de falar o nome e que leva tanta gente importante das nossas vidas. Tudo, absolutamente tudo, fica pequeno diante desta dor.

A gente sofre por compaixão de quem está sofrendo, mas também sofre o medo de passar por algo parecido, então dá uma vergonha danada de reclamar da vida. Perdas assim me fazem lembrar que o mundo não é meu, nem nada dentro dele, nem mesmo meus filhos. A vida não oferece garantias, nem prazos de validade.  Estar e ter quem se ama vivo e saudável é um milagre diário, que deve ser agradecido e desfrutado. Todo o resto é conquista nossa e tem conserto.

A natureza é perfeita e nos poupa de pensar o tempo todo que um dia a vida acaba, mas pode ser um estímulo importante lembrar disso de vez em quando.

Aos queridos S., A. e M. minhas orações, meu afeto e meu mais profundo pesar.